Brasileiros descobrem novo alvo para tratamento de Parkinson
Corte do neurotransmissor acetilcolina pode reduzir efeitos da doença.
Grupo começou pesquisa na UFMG e hoje trabalha no Canadá.
Tadeu Meniconi
Do G1, em São Paulo
O mal de Parkinson, entre outros efeitos, desregula a produção de neurotransmissores, substâncias químicas que fazem a comunicação entre as células do cérebro. Uma pesquisa publicada pela revista científica “PLoS Biology” mostra que a eliminação de uma dessas substâncias pode evitar que a doença se manifeste.
Trabalhando com camundongos, os cientistas conseguiram, com uma alteração genética, cortar a produção do neurotransmissor acetilcolina em uma região do cérebro chamada de corpo estriado.
Com o corte, eles perceberam que muitas funções que eram creditadas à acetilcolina são feitas por outro transmissor, chamado glutamato. Por isso, sua ausência não traz consequências graves para o corpo estriado. O resultado foi recebido com surpresa.
“A descoberta é que um mesmo neurônio pode secretar dois tipos de neurotransmissores e que eles podem regular o comportamento de maneira diferente”, afirma Marco Prado, um dos autores da pesquisa. “O conceito já existia, mas não havia evidências, é a primeira vez”, completa.
Prado é brasileiro e começou a pesquisa na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Em 2008, se transferiu com todo o seu grupo para a Universidade de Western Ontario, no Canadá.
Dopamina
A redução na taxa de acetilcolina é importante pela influência que ela causa sobre outro neurotransmissor: a dopamina. Quando uma está em alta, a outra está em baixa. Quando os cientistas cortaram a acetilcolina, a taxa de dopamina dos camundongos subiu.
Isso pode ser usado para tratar o mal de Parkinson, já que ele está relacionado à queda nos níveis de dopamina no corpo estriado do cérebro.
“Uma das coisas que a gente tem expectativa de fazer é usar o mesmo tipo de técnica para tratar um modelo animal da doença de Parkinson”, projeta Prado. Se a técnica der certo em repetidos testes com animais, pode até vir a ser aplicada em humanos, acredita o cientista.
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude
nov 10, 2011 | Categories: Microbiologia | Leave A Comment »
Descobertas sobre defesa do corpo humano rendem Nobel de medicina
Bruce Beutler, Jules Hoffmann e Ralph Steinman foram os escolhidos.
Prêmio foi divulgado nesta segunda-feira (3) em Estocolmo, na Suécia.
O cientista norte-americano Bruce Beutler, o francês Jules Hoffmann e o canadense Ralph Steinman foram escolhidos para o Nobel de medicina de 2011 por pesquisas sobre como o sistema de defesa do corpo humano reage a ameaças como vírus, bactérias e fungos. O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira (3) em Estocolmo, na Suécia.
Segundo o comitê do Instituto Karolinska, os trabalhos premiados este ano foram importantes para o conhecimento sobre o sistema de defesa do corpo humano e sobre quais os princípios que controlam o seu funcionamento. Essas pesquisas possibilitaram novas formas de terapia contra infecções, doenças inflamatórias e até mesmo o câncer.
Beutler e Hoffmann receberam o prêmio por desvendarem como a primeira linha de defesa do corpo detecta os “invasores”. Esta linha, chamada de “defesa inata”, é a primeira a atacar micro-organismos que entram nas pessoas e causam doenças. Para impedir a ação deles, uma das armas utilizadas são as inflamações.
Já Steinman foi lembrado pelo Instituto Karolinska pois estudou o estágio seguinte dessa resposta do corpo a ameaças. Ele descobriu um tipo de célula chamada de “dendrítica”, responsável por expulsar os parasitas do corpo definitivamente. O cientista faleceu na última sexta-feira (30).
Beutler, do instituto de pesquisa Scripps, e Hoffmann, membro da Academia Francesa de Ciências, vão dividir 5 milhões de coroas suecas. Já Steinman, da Universidade Rockfeller, nos Estados Unidos, iria receber sozinho o mesmo valor, que equivale a R$ 1,3 milhões.
Os próximos prêmios a serem anunciados ainda nesta semana serão os de física, química, literatura e da paz. No dia 10, será conhecido o vencedor na categoria economia. O prêmio Nobel, a principal celebração científica do mundo, é realizado desde 1901 e foi idealizado por Alfred Nobel, o inventor da dinamite.
Conheça a pesquisa dos três cientistas
Jules Hoffmann nasceu em Luxemburgo em 1941. No ano de 1996, ele estudava moscas-de-fruta e tentava descobrir como esses insetos combatiam infecções. Durante a pesquisa, ele trabalhou com moscas com diversos genes alterados.
Um dos genes estudados era chamado “Toll”. Hoffmann descobriu que quando este gene era mudado, as moscas morriam — porque não conseguiam montar uma defesa eficiente às invasões de parasitas.
Dois anos mais tarde, o norte-americano Bruce Beutler iria prosseguir os estudos de Hoffmann, ao desvendar como mamíferos são parecidos com insetos na hora em que recebem hóspedes indesejados.
Nascido em Chicago, no ano de 1957, ele tentava descobrir como mamíferos poderiam detectar bactérias a partir de um produto que elas produziam: o lipopolissacarídeo (LPS).
Trabalhando com camundongos, Beutler descobriu que alterações em um gene dos roedores os tornava resistentes à presença do LPS, o que impedia que esses animais se protegessem das ameaças.
Esse gene era muito parecido com o gene Toll, da mosca-de-fruta. No inseto, o gene Toll produz proteínas que servem como “alarmes” para o LPS encontrado nos parasitas. Ao detectar as ameaças, os animais começam a provocar inflamações para proteger o corpo.
O resultado da pesquisa dos dois cientistas foi conhecer os sensores que formam a primeira barreira aos micro-organismos no corpo.
O canadense Ralph Steinman foi o responsável por descobrir, em 1973, as células dendríticas. A presença dessas células faz os linfócitos T – células importantes na defesa do corpo – trabalharem.
Os linfócitos T são as mesmas células atacadas pelo vírus causador da Aids. Quando não funcionam, o corpo das pessoas fica frágil contra doenças oportunistas como a pneumonia e a gripe.
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude
out 07, 2011 | Categories: Microbiologia | Leave A Comment »
Nova técnica deve aumentar a produtividade de antibióticos
Engenharia genética é a chave para aumentar a quantidade do remédio.
Cientistas esperam também que novos tipos de antibióticos surjam.
A engenharia genética está ajudando os cientistas na busca por novos tipos de antibióticos. Uma pesquisa publicada nesta segunda-feira (5) pela revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)” mostrou um caminho que pode levar à produção mais eficiente dos medicamentos que combatem bactérias.
Grande parte dos antibióticos usados hoje é feita naturalmente por um grupo de bactérias chamadas Streptomyces. Por motivos comerciais, há anos os cientistas tentam aumentar a produtividade. O modo tradicional consiste em induzir mutações genéticas aleatoriamente e selecionar as cepas que tiverem mais sucesso.
Com o avanço da tecnologia, os pesquisadores descobriram que, em alguns casos, cópias repetidas de um determinado grupo de genes geravam aumento na produção. Num estudo passado, a equipe liderada por Mervyn Bibb, do Centro John Innes, da Inglaterra, descobriu 36 cópias repetidas que levavam a Streptomyces a produzir o antibiótico canamicina em maior quantidade.
“Isso nos sugeriu que a ampliação controlada e estável dos grupos de genes dos antibióticos poderia ser possível e, se fosse, seria uma ferramenta valiosa para construir cepas de bactérias comerciais com alta produtividade”, afirmou Bibb.
A partir daí, os cientistas conseguiram transferir para a bactéria Streptomyces coelicolor os genes necessários para que ela passasse a produzir um antibiótico chamado actinorodina em grande quantidade. No estudo apresentado pela PNAS, esse antibiótico se mostrou eficaz contra a bactéria Escherichia coli.
Os pesquisadores acreditam ainda que o novo sistema pode levar à descoberta de outros novos tipos de antibióticos, já que o trabalho com o genoma da Streptomyces é amplo. O desenvolvimento desses novos medicamentos é importante, já que, cada vez mais bactérias se tornam resistentes aos remédios disponíveis.
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude
set 08, 2011 | Categories: Microbiologia | Leave A Comment »
Terapia com vírus para combater câncer é primeira a obter sucesso
Testes clínicos foram conduzidos em 23 pacientes com a doença.
Micro-organismo conseguiu afetar somente tecidos malignos.
Pesquisadores da Universidade de Ottawa, no Canadá, e de outras instituições de ensino divulgaram os resultados da primeira terapia com vírus para combater câncer. Os dados foram divulgados na edição desta semana da revista científica “Nature”. Os testes clínicos mostraram que a técnica pode ser usada em tecidos com câncer sem afetar os saudáveis.
Os testes foram feitos em 23 pacientes, sete deles atendidos no Hospital de Ottawa. Todos tinham câncer em estágio avançado e espalhado por diversos órgãos do corpo. O tratamento convencional já não surtia efeito.
Eles receberam uma injeção que continua um vírus chamado JX-594 e passaram por biópsias – a retirada cirúrgica de tecidos cancerígenos para análise em laboratório – 10 dias depois. Sete de oitos pacientes no grupo que recebeu as maiores dosagens da terapia viral apresentaram evidências da reprodução do micro-organismo somente nos tecidos malignos. Os órgãos não afetados pela doença não foram “infestados” pelo vírus.
Os efeitos colaterais apresentados foram gripes moderadas, com sintomas que duraram menos de um dia. Segundo os médicos, é a primeira vez na história da medicina que uma terapia viral por injeção na veia demonstrou selecionar apenas o tecido afetado pela doença para agir.
Conseguir injetar a medicação na circulação do paciente é importante para os especialistas, pois permite atingir tumores espalhados em todo o corpo. Outra vantagem seria a possibilidade de expressar genes “estrangeiros” dentro dos tumores, o que possibilitaria novos alvos para terapia contra o câncer.
O vírus usado foi obtido a partir de uma vacina usada contra malária. Ele possui uma habilidade natural de se reproduzir (replicar) nas células cancerígenas e foi geneticamente alterado para apresentar propriedades para combater tumores.
Ainda que não tenha sido o propósito principal do estudo – ou seja, ver se o vírus conseguia se integrar com segurança apenas ao tecido com câncer -, os canadenses destacaram que a atividade anti-câncer também foi estudada. Seis dos oito pacientes que receberam as maiores doses da terapia apresentaram estabilização e até diminuição dos tumores.
Apesar dos avanços, os médicos destacam que outros estudos ainda são necessários para provar que a nova técnica é eficiente no tratamento do câncer. Testes clínicos costumam ser divididos em até três fases, sendo a última realizada com um número grande de pacientes.
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude
set 01, 2011 | Categories: Microbiologia | Leave A Comment »
Cientistas testam com sucesso método de impedir transmissão de dengue
Cientistas australianos dizem ter testado com sucesso uma maneira eficiente e barata de impedir a transmissão do vírus da dengue, que mata mais de 12 mil e afeta mais de 50 milhões de pessoas por ano ao redor do mundo.
A pesquisa publicada na revista científica Nature revelou que, após uma série de testes em laboratório, foi descoberto que a bactéria Wolbachia – que ataca apenas insetos – consegue bloquear a capacidade dos mosquitos aedes Aegypti de transmitir a dengue.
Os cientistas soltaram, então, 300 mil mosquitos adultos infectados com a bactéria em duas áreas relativamente remotas da Austrália ao longo de um período de cerca de dez semanas.
Pouco mais de um mês depois, quase todos os Aedes aegypti selvagens testados haviam sido infectados com a bactéria, ficando, portanto, incapazes de espalhar a doença.
Novos testes
O professor Scott O’Neill, da Universidade de Monash, um dos autores do estudo, diz estar otimista sobre o método.
“Este é o primeiro caso em que populações de insetos selvagens foram transformadas para reduzir sua habilidade de agir como vetores de doenças humanas”, escreveram os cientistas.
Eles disseram que um elemento fundamental para o sucesso do teste foi convencer a população local de que soltar mais mosquitos na região era uma boa ideia.
Agora, os pesquisadores planejam fazer testes mais amplos nos próximos dois a três anos em países onde a dengue é endêmica, como Tailândia, Vietnã, Indonésia e Brasil.
Se os testes também forem bem-sucedidos, o método poderá começar a ser implementado como mecanismo de controle da doença em seguida, de acordo com O’Neill.
Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias
ago 25, 2011 | Categories: Microbiologia | Leave A Comment »
Cientistas encontram bactéria que obtém energia do hidrogênio
Micróbios vivem no fundo do oceano, onde não há luz disponível.
Estudo foi feito por cientistas da França, da Alemanha e dos EUA.
Uma equipe internacional de pesquisadores encontrou pela primeira vez, nas profundezas abissais do oceano, bactérias que utilizam hidrogênio como fonte de energia para produzir matéria orgânica, informou nesta quarta-feira o Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS, na sigla em francês).
Os resultados da pesquisa, realizada com o instituto alemão Max Planck e a Universidade de Harvard, dos EUA, e publicada pela revista científica “Nature”, abrem “perspectivas interessantes” no setor das biotecnologias e das energias renováveis, segundo uma nota do CNRS.
Os cientistas encontraram as bactérias a 3,2 mil metros de profundidade no campo de Logatchev, uma cordilheira submarina no meio do caminho entre o Caribe e as ilhas africanas de Cabo Verde.
A região é uma zona de produção de energia hidrotermal na qual esses organismos, que vivem em simbiose com bancos de mexilhões, consomem até 50% do hidrogênio liberado.
Segundo os dados recolhidos, na extensão de terreno analisada são consumidos até 39 milhões de litros de hidrogênio por ano.
Os pesquisadores descobriram também que o gene responsável pela transformação química do hidrogênio pode ser encontrado igualmente em bactérias que vivem em associação com outros organismos hidrotermais, como vermes e camarões.
“A descoberta implica que a capacidade de utilizar o hidrogênio como fonte de energia é habitual (…) nos lugares onde o hidrogênio abunda”, assinalou o CNRS.
Esses ecossistemas “extremos” interessam particularmente aos cientistas por abrigar condições nas quais se desenvolvem formas de vida primária sobre a Terra, explicou o centro francês.
Nessas zonas hidrotermais, os animais vivem em simbiose com bactérias que são capazes de produzir matéria orgânica mediante a transformação de energia química, em vez de fazê-lo mediante a energia luminosa, como no caso das plantas.
Embora já tenham sido descobertas bactérias capazes de se alimentar de metano e de sulfureto de hidrogênio, o uso de hidrogênio pelas mesmas resulta mais interessante para os cientistas. Segundo o CNRS, sua produtividade é até 18 vezes superior a dessas outras duas fontes de energia.
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude
ago 12, 2011 | Categories: Microbiologia | Leave A Comment »
Anticorpos
Informações sobre os anticorpos, sistema imunológico, antígenos, linfócitos, defesa do organismo, glóbulos brancos do sangue, vacina…
O que é
O anticorpo é uma proteína específica que reage apenas com o corpo estranho contra o qual foi produzido.
Ação dos anticorpos e outras informações
No caso de uma picada de inseto, o corpo produzirá anticorpos contra os antígenos deste, ou seja, se você for picado por um borrachudo, os anticorpos produzidos combaterão somente os efeitos causados pelo borrachudo, não servindo para picadas de nenhum outro inseto.
Os anticorpos agem aderindo à superfície do corpo estranho, isto impede a multiplicação dos microorganismos e inibe a ação das toxinas.
A reação do anticorpo contra o corpo estranho chama-se reação antígeno-anticorpo, esta, atrai macrófagos que fagocitam tanto o anticorpo quanto o corpo estranho. Após este procedimento, o macrófago se autodestrói (este processo é conhecido como autólise).
A ação dos anticorpos começa bem cedo, ainda na fase intra-uterina eles já começam a trabalhar copiando e armazenando todas as seqüências de aminoácidos existentes no corpo do feto.
Após o nascimento, ele atuará na defesa de nosso organismo da seguinte forma: através da ação vigia do linfócito C, que após ser atraído para os locais onde houve morte celular, fará o reconhecimento de todas as proteínas (aminoácidos).
No caso de um trauma físico, os linfócitos não encontrarão proteínas desconhecidas, e, só então, atrairão neutrófilos (células responsáveis pela reparação tecidual) para a região.
Contudo, se alguma proteína desconhecida for encontra, o linfócito liberará histamina para atrair outros linfócitos à região (este processo é conhecido como quimiotaxia). Isto ocorre, pois, um único linfócito não conhece todas as proteínas de nosso corpo, mas vários juntos, conhecem toda a seqüência de aminoácidos de nosso corpo.
Se após esta junta a proteína ainda permanecer desconhecida, um outro tipo de linfócito (linfócito T) será atraído para a região com a finalidade de elaborar o protótipo de um anticorpo, contudo, este processo nem sempre será rápido.
Após a criação do protótipo, o linfócito T passa a se multiplicar com bastante rapidez e a produzir uma enorme quantidade de anticorpos. Nesta etapa, o linfócito passará a se chamar plasmócito.
Após todo esse processo, ocorrerá a etapa já citada no terceiro e no quarto parágrafo deste texto, quando a finalidade inicial era fazer uma introdução a todo este percurso descrito.
Fonte: www.todabiologia.com
mar 18, 2011 | Categories: Microbiologia | Leave A Comment »
Glicoproteínas
Glicoproteínas são polímeros lineares, não ramificados, formados por unidades dissacarídicas que não se repetem ligadas covalentemente em estrutura peptídica, sendo os açúcares o seu grupo prostético.
Alguns exemplos de glicoproteínas são: imunoglobulinas, hormônio folículo-estimulante, hormônio luteinizante, gonodotrofina coriônica eprotrombina, além das presentes em secreções mucosas.
As glicoproteínas são facilmente marcadas com o corante PAS (ácido periódico-Schiff), que é utilizado na histologia para identificar células com alto conteúdo glicoprotéico. As células assim marcadas são ditas PAS+. É um exemplo de célula rica em glicoproteína a célula caliciforme, amplamente distribuída por diversas mucosas do organismo.
Fonte: http://pt.wikipedia.org
fev 03, 2011 | Categories: Microbiologia | Leave A Comment »
Imunologia
Imunologia é o ramo da biologia que estuda o sistema imunitário (ou imunológico). Ele lida, entre outras coisas, com o funcionamento fisiológico do sistema imune de um indivíduo no estado sadio ou não, mal funcionamento do sistema imune em casos de doenças imunológicas (doenças autoimunes, hipersensitividade, deficiência imune rejeição pós enxerto); características físicas, químicas e fisiológicas dos componentes do sistema imune in vitro, in situ e in vivo. O ramo da imunologia que estuda a sua interação com o comportamento e o sistema neuroendócrino chama-se psiconeuroimunologia.
História
O conceito de Imunologia foi criado por Elie Metchnikoff em 1882. Após espetar uma larva transparente de estrela-do-mar com o acúleo de uma roseira, Metchnikoff verificou um acumulo de células cercando a ponta afiada, 24 horas após a injúria. Uma resposta activa (inexistente naquela época – ver Teoria dos Humores) dos organismos foi então proposta, baseada nas observações da Fagocitose (termo cunhado pelo próprio Metchnikoff). Esta actividade seria fundamental na manutenção da integridade dos organismos, sendo que a defesa aparece como um fenômeno secundário.
Conceito
As células responsáveis pela imunidade são os linfócitos e os fagócitos. Os linfócitos podem apresentar-se como linfócitos T ou linfócitos B (estes são responsáveis pela produção de anticorpos), as células T citotóxicas (CD8) destroem células infectadas por vírus e os linfócitos T auxiliares (CD4) coordenam as respostas imunes. Além das defesas internas existem também defesas externas (Ex: pele – barreira física, ácidos gordos e comensais). As defesas externas são a primeira barreira contra muitos organismos agressores. No entanto, muitos conseguem penetrar, activando assim as defesas internas do organismo. O sistema imune pode sofrer um desequilíbrio que se apresenta como imunodeficiência, hipersensibilidade ou doença auto-imune.
As respostas imunes podem ser adaptativas ou inatas: as respostas adaptativas reagem melhor cada vez que encontram um determinado patógeno e a resposta inata, ao contrário da adaptativa, sempre dá a mesma resposta mesmo quando é exposta várias vezes ao patógeno. Os fagócitos coordenam as respostas inatas e os linfócitos coordenam as respostas imunes adaptativas.
Os principais componentes do sistema imune são as células T, células B, linfócitos grandes granulares (células NK), fagócitos mononucleares (monócitos), neutrófilos, eosinófilos, basófilos, mastócitos (denominação dos basófilos infudidos nos tecidos), plaquetas e células teciduais.
Os linfócitos T e B são responsáveis pelo reconhecimento específico dos antigénios. Cada célula B está geneticamente programada para codificar um receptor de superfície específico para um determinado antígeno, os linfócitos T constituem várias subpopulações diferentes com uma variedade de funções.
As células citotóxicas reconhecem e destroem outras células que se tornaram infectadas. Essas células são: Ta¹, Ta², Tc e LGG. As células auxiliares que controlam a inflamação são: basófilos, mastócitos e plaquetas. Os basófilos e mastócitos possuem granulosidades no seu citoplasma e uma série de mediadores que provocam inflamação nos tecidos circundantes. As plaquetas também podem liberar mediadores inflamatórios quando activadas durante a trombogénese ou por complexos antígeno-anticorpo.
As moléculas envolvidas no desenvolvimento da resposta imune compreendem os anticorpos e as citosinas, produzidas pelos linfócitos, e uma ampla variedade de outras moléculas conhecidas como proteínas de fase aguda, porque as suas concentrações séricas elevam-se rapidamente durante a infecção. As moléculas que promovem a fagocitose são conhecidas como opsoninas.
O sistema complementar é um conjunto de aproximadamente 20 proteína séricacieínas séricas cuja principal função é o controle do processo inflamatório. As proteínas deste sistema promovem a fagocitose, controlam a inflamação e interagem com os anticorpos na resposta imune.
As citosinas são moléculas diversas que fornecem sinais para os linfócitos, fagócitos e outras células do organismo. Todas as citosinas são proteínas ou péptidos, algumas contendo glicoproteínas.
Os principais grupos de citosinas são: Interferons (IFNs) (limitam a propagação de certas infecções virais), Interleucinas (ILs) (a maioria delas está envolvida na indução de divisão e diferenciação de outras células), Fatores estimuladores de colónias (CSFs) (divisão e diferenciação das células tronco na medula óssea e dos precursores dos leucócitos sangüíneos), Quimiocinas (direcciona a movimentação das células pelo organismo) e outras citosinas (são particularmente importantes nas reacções inflamatórias e citotóxicas).
Anticorpos
Os anticorpos são um grupo de proteínas séricas produzidas pelos linfócitos B. Eles são a forma solúvel do receptor de antígenos. Os anticorpos ligam-se especificamente aos antígenos e assim promovem efeitos secundários. Enquanto uma parte da molécula do anticorpo se liga ao antigénio (chamada porção Fab do AC), outras regiões interagem com outros elementos do sistema imune (chamada porção Fc do AC), como os fagócitos ou com uma das moléculas do complemento. (mais…)
jan 21, 2011 | Categories: Microbiologia | Leave A Comment »
Validação de Métodos Microbiológicos
Ângela Franco Mattos, Déa Aguirra, Denise Sunagawa, Lucielly Borges e Roseli Consoni
Introdução
Há diversos guias e literaturas que descrevem a validação de métodos analíticos, no entanto, comparativamente, pouco se discute a respeito da validação de métodos microbiológicos (Freitas, 2006). Por exemplo, a Farmacopéia Brasileira e algumas das principais farmacopéias internacionais apresentam pequenos parágrafos sobre a validação dos métodos microbiológicos.
Atualmente, a Farmacopéia Americana fornece guias de validação para testes microbiológicos, que compreendem os capítulos 1223 – Validação de Métodos Microbiológicos Alternativos – e o 1227 – Validação de Recuperação Microbiana a partir de Artigos Farmacopéicos. Outros capítulos, como 51 – Teste de Eficácia de Antimicrobianos -, 61 – Teste de Enumeração Microbiana -, 62 – Teste para Microrganismos Específicos – e 71 – Testes de Esterilidade, mencionados nos métodos gerais da Farmacopéia Americana, também estão relacionados com a validação, pois esses testes dependem da recuperação microbiana. (mais…)
jan 07, 2011 | Categories: Microbiologia | 1 Comment »
Polimorfismos nos medicamentos
Um dos maiores gargalos da indústria farmacêutica está no controle dos polimorfismos nos medicamentos, a tendência de uma substância se cristalizar em diferentes estados. A sua presença em um mesmo fármaco pode alterar algumas propriedades físico-químicas da substância, como a solubilidade, afetando o seu perfil de dissolução. Quando não controlados, os polimorfismos podem interferir no efeito terapêutico, não produzindo a ação esperada.
Mas uma pesquisa realizada no Instituto de Química da Unicamp propõe uma nova metodologia que, com a ajuda da espectroscopia Raman, é capaz de identificar os polimorfos, ou tipo de cristais, presentes nos fármacos, de maneira a melhorar a etapa de controle de qualidade.
Quimiometria
O método, que também utiliza a quimiometria – o uso de conceitos matemáticos e computacionais para extrair informação da técnica espectroscópica que usa luz – se mostrou mais eficiente e mais simples que os disponíveis no mercado.
O químico Werickson Fortunato de Carvalho Rocha realizou a parte experimental de sua pesquisa com dois fármacos fornecidos pelo SUS, a carbamazepina, um antipsicótico epilético, e o piroxicam, um anti-inflamatório.
O trabalho teve orientação de Ronei Jesus Poppi, que coordena linha de pesquisa sobre controle de qualidade de fármacos e quimiometria.
Os primeiros resultados se mostraram encorajadores. A expectativa é de que essa metodologia em breve entre em escala comercial, uma vez que ela se mostrou eficaz no controle desse problema reincidente da indústria farmacêutica brasileira.
nov 17, 2010 | Categories: Microbiologia | Leave A Comment »
Controle da Qualidade: Importância do Ensaio Aspecto na Avaliação da Qualidade
set 30, 2010 | Categories: Microbiologia | 1 Comment »
Laboratório Movéis
Laboratórios de Segurança Microbiológica P2/P3
-Concebidos para trabalhar com agentes patogênicos perigosos (SARS, gripe aviária, AIDS, etc), protegendo o operador e o meio ambiente.
-Ambientes estanques e despressurizados equipados com uma instalação de tratamento do ar com alto nível de filtração .
É uma ambiente necessário para qualquer atividade relacionada com riscos biológicos de natureza: Sanitária, Epidêmica ou Malevolente.
Salas Limpas:
É feita quando o objetivo principal é proteger o produto e estudo de contato com o meio-ambiente. São construídos em contêiner, ambientes controlados com toda a preocupação na escolha de materiais assépticos e níveis de filtragem. Principais parâmetros controlados: Temperatura, Pressão, Umidade e Contaminação por partículas.
Laboratórios de Exames Especializados:
São vans ou unidades móveis sobre caminhões, que vão até o local para fazer a análise, seja ir até a comunidade para fazer análises clinicas, ou leito de rios para análises de água ou a fazendas para fazer a análise de leite, solo, entre outras atividades. (mais…)
mai 13, 2010 | Categories: Microbiologia | 4 Comments »
Microbiologia nos raios
Luz Ultravioleta
De maneira geral, a microscopia de fluorescência é muito semelhante à microscopia ultravioleta. A microscopia de fluorescência se baseia na propriedade que algumas substâncias possuem de emitirem fluorescência após absorverem energia ultravioleta. Em microbiologia, os microrganismos podem ser corados com um corante fluorescente, como o fluorocromo, para produzirem imagens fluorescentes ao microscópio UV. A principal aplicação da microscopia de fluorescência em microbiologia é a técnica de identificação de reações imunológicas, ou seja, de reações antígeno-anticorpo. O fluorocromo se conjuga com o anticorpo e torna possível identificar células individuais que reagem com o anticorpo, através da emissão de fluorescência. Esta técnica é chamada de imunofluorescência. Na imunofluorescência, uma cultura de células bacterianas é incubada com um anticorpo, o qual está conjugado com um corante fluorescente. Este conjugado antígeno-anticorpo poderá recobrir a superfície de algumas células, enquanto outras permanecerão sem o conjugado. Com o uso de luz ultravioleta, somente as células recobertas com o conjugado antígeno-anticorpo produzirão fluorescência e aparecerão brilhantes ao microscópio. Créditos da imagem: Olympus Microscopy Resource Center – http://www.olympusmicro.com/
mai 13, 2010 | Categories: Microbiologia | Leave A Comment »
Conceituando
Microbiologia é o ramo da biologia que estuda os microrganismos, incluindo eucariontes unicelulares e procariontes, como as bactérias, fungos e vírus. Atualmente, a maioria dos trabalhos em microbiologia é feita com métodos de bioquímica e genética. Também é relacionada com a patologia, já que muitos organismos são patogenicos. (mais…)
mai 11, 2010 | Categories: Microbiologia | Tags: CMS, Equipamentos, Instrumentos Analíticos, Microbiologia, No laboratório, Padrões de Referência, Reagentes Analíticos, Sala Limpa | 1 Comment »

