Brasil quer se tornar membro de centro europeu que cuida do LHC
Laboratório é onde ocorre a busca pela ‘partícula de Deus’.
Ministério estuda como obter verba para pagar cota de participação.
Eduardo Carvalho
O Brasil está estudando como ter dinheiro para se tornar membro associado do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês), que é responsável pelo Grande Colisor de Hádrons (LHC), segundo uma comissão de trabalho convocada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para negociar a entrada do país na organização. A pasta está na fase final da avaliação da melhor forma de obter a verba para a filiação do país ao projeto.
Em entrevista concedida ao G1, o ministro da Ciência, Marco Antonio Raupp, recém-empossado, afirmou que o governo trabalha em uma forma de “engenharia financeira” para conseguir a aprovação do investimento necessário para a entrada no Cern.
“Estamos trabalhando para construir uma ‘engenharia financeira’ para [...] a vinculação do Brasil ao Cern. Precisamos reforçar nossa base de conhecimento, visando a ampliação e qualificação da mão de obra científica”, afirmou Raupp.
Após a entrevista, o repórter do G1 conversou com Ronald Cintra Schellard, pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas e presidente da comissão que prepara a documentação necessária — que deve ser entregue ao centro europeu até março.
Se for aprovado, o país terá que pagar uma cota anual para ser considerado membro do projeto — esse valor ainda precisa ser definido pelo Cern, mas há dois anos era de aproximadamente US$ 15 milhões ao ano.
O número é obtido a partir de um cálculo já estipulado pelo conselho do Cern, que utiliza o Produto Interno Bruto (PIB) das nações como referência. No caso do Brasil, que será membro associado, será equivalente a 10% do total pago pelos países que já possuem cadeira efetiva no conselho como Alemanha, Reino Unido e Portugal.
O Cern é uma organização internacional que gerencia o maior laboratório de física de partículas do mundo. A estrela desse laboratório é o acelerador de partículas LHC, o maior projeto de cooperação científica mundial e também a maior ferramenta já construída pelo homem. É no LHC que dois grupos de pesquisa independentes estão à procura do bóson de Higgs, apelidado de a “partícula de Deus”.
De acordo com Schellard, esse relatório terá dados sobre estrutura de pesquisa, número de cientistas e indústrias voltadas ao setor existentes no país. “Nós negociamos os termos com o Cern, mas devido à falta de recursos [do ministério], esse ingresso ficou interrompido por um tempo”, disse Schellard.
Segundo ele, mesmo sem ser membro efetivo, o Brasil já conta com mais de cem pesquisadores ligados aos experimentos realizados pelo Centro Europeu. “É a maior equipe entre as nações que não são membros permanentes no Conselho Superior”, afirma.
De acordo com Sérgio Novaes, professor da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) e pesquisador do Cern, o país teria vantagens científicas ao participar efetivamente do projeto. “Abre possibilidades interessantes de retorno do investimento feito pelo Brasil.
Não somente em bolsas científicas e posições de pesquisa, mas também em relação à indústria nacional, que passa a ter ‘carta branca’ para participar de licitações para fornecimento de serviços e equipamentos em diversas áreas do Cern [entre elas o LHC]”, disse.
Entrevista com o ministro
Há 11 dias no cargo, Marco Antonio Raupp substituiu Aloizio Mercadante, que foi para o Ministério da Educação.
Além do Cern, Raupp conversou com o G1 sobre outros temas da nova gestão do ministério.
Segundo ele, as decisões tomadas por seu antecessor serão continuadas “já que o governo é o mesmo”. A meta é cumprir entre 2012 e 2015 o que foi definido na Estratégia Nacional de Ciência e Tecnologia e Inovação. “Vamos nos esforçar para executar essa programação”, disse.
O físico afirma que vai tentar elevar a quantidade de recursos humanos na área científica do país e estabelecer nova infraestrutura para pesquisa. Isso tendo nos cofres um montante de R$ 8,5 bilhões, que corre risco de sofrer restrições devido à recessão econômica no exterior.
“Ano passado tivemos cortes. Esse ano já superamos, mas estamos na expectativa se vamos executá-lo [o orçamento] plenamente ou com restrições. Está em jogo a gestão da política econômica, a qual vamos nos adaptando.”, disse o ministro.
Ex-presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Raupp afirma que o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) vai se tornar um braço da agência.
A proposta anterior, de fusão das duas instituições, foi descartada. “Saímos desse modelo porque achamos que não era conveniente. O que será encaminhado não só para o Inpe, mas para todos os institutos do MCTI é uma vinculação com as agências e secretarias. O Inpe ficará vinculado à AEB. [...] O Inpe mantém sua identidade como instituição de pesquisa do MCT”, afirmou.
Um dos principais desafios da agência espacial é a construção de um veículo lançador de satélites nacional. O VLS terá lançamentos não-operacionais até o final de 2012, segundo o ministro, com o apoio de empresas russas. Se tudo der certo, a fabricação do foguete completo deve acontecer a partir de 2018.
Raupp falou também sobre a produção de iPads no Brasil, pela multinacional Foxconn. Segundo ele, a pasta espera que as questões burocráticas sobre a instalação da fábrica se resolvam até o fim de junho.
“Este processo corre nos ministérios da Indústria e Comércio e Fazenda. Teve um esforço do ministro Mercadante em atrair a empresa, que tem a intenção de implantar fábricas. Mas agora, na negociação entra os municípios candidatos e os estados que vão oferecer condições para atrair a companhia. O MCT articulou tudo, mas sobre os agentes de financiamento e outras questões, outros ministérios têm que resolver. A nossa expectativa é que até o fim do primeiro semestre tudo se resolva”, afirmou.
Fonte: G1
Cota de importação para pesquisa científica é elevada
Governo elevou de US$ 500 milhões para US$ 650 milhões a cota de isenção para importações destinadas à pesquisa científica e tecnológica para o exercício de 2011
O governo elevou de US$ 500 milhões para US$ 650 milhões a cota de isenção para importações destinadas à pesquisa científica e tecnológica para o exercício de 2011. Essas compras são isentas de Imposto de Importação e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
As importações também ficam dispensadas do exame de similaridade, da emissão de guia de importação ou documento de efeito equivalente e controles prévios ao despacho aduaneiro.É possível comprar máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos, bem como suas partes e peças de reposição, por exemplo.
Para realizar a importação é necessário credenciamento junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para produtos com valor superior a U$ 10 mil também é preciso fazer habilitação no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex).
Fonte: http://epocanegocios.globo.com
CNPq anuncia diretrizes éticas para pesquisa científica
Ética na ciência
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgou um conjunto de diretrizes para promover a ética na publicação de pesquisas científicas e estabelecer parâmetros para investigar eventuais condutas reprováveis.
A iniciativa foi tomada após denúncia de fraude em publicações científicas envolvendo pesquisadores apoiados pela instituição.
De acordo com o presidente do CNPq, Glaucius Oliva, “diante da inexistência de normas internas específicas e instrumentos estabelecidos para o tratamento adequado de ocorrências desta natureza, a Diretoria Executiva decidiu criar uma Comissão Especial, com a missão de propor recomendações e diretrizes sobre o tema da Ética e Integridade na Prática Científica”.
O CNPq constituirá agora uma comissão permanente para difundir informações sobre pesquisa ética, principalmente sobre o ponto de vista da publicação científica.
O mesmo grupo se encarregará de analisar as denúncias que chegarem à instituição.
As regras propostas preveem que as denúncias de infrações serão submetidas a um juízo prévio da comissão permanente. Se julgadas verossímeis, o CNPq criará uma comissão extraordinária de especialistas para análise do caso.
De falsificação a repetição
O texto descreve quatro condutas ilícitas: a falsificação, a fabricação de resultados, o plágio e o autoplágio, este definido como a republicação de resultados científicos já divulgados como se fossem novos, sem informar a publicação prévia.
As regras também condenam a inclusão como autores de pessoas que só tenham emprestado equipamentos ou verba, sem participação intelectual no artigo científico.
As punições para os delitos mais graves incluem a suspensão de financiamento por meio de bolsas e, eventualmente, a devolução do recurso investido pelo CNPq no trabalho.
Diretrizes para uma pesquisa ética
1- O autor deve sempre dar crédito a todas as fontes que fundamentam diretamente seu trabalho.
2- Toda citação in verbis de outro autor deve ser colocada entre aspas.
3- Quando se resume um texto alheio, o autor deve procurar reproduzir o significado exato das ideias ou fatos apresentados pelo autor original, que deve ser citado.
4- Quando em dúvida se um conceito ou fato é de conhecimento comum, não se deve deixar de fazer as citações adequadas.
5- Quando se submete um manuscrito para publicação contendo informações, conclusões ou dados que já foram disseminados de forma significativa (p.ex. apresentado em conferência, divulgado na internet), o autor deve indicar claramente aos editores e leitores a existência da divulgação prévia da informação.
6- Se os resultados de um estudo único complexo podem ser apresentados como um todo coesivo, não é considerado ético que eles sejam fragmentados em manuscritos individuais.
7- Para evitar qualquer caracterização de autoplágio, o uso de textos e trabalhos anteriores do próprio autor deve ser assinalado, com as devidas referências e citações.
8- O autor deve assegurar-se da correção de cada citação e que cada citação na bibliografia corresponda a uma citação no texto do manuscrito. O autor deve dar crédito também aos autores que primeiro relataram a observação ou ideia que está sendo apresentada.
9- Quando estiver descrevendo o trabalho de outros, o autor não deve confiar em resumo secundário desse trabalho, o que pode levar a uma descrição falha do trabalho citado. Sempre que possível consultar a literatura original.
10- Se um autor tiver necessidade de citar uma fonte secundária (p.ex. uma revisão) para descrever o conteúdo de uma fonte primária (p. ex. um artigo empírico de um periódico), ele deve certificar-se da sua correção e sempre indicar a fonte original da informação que está sendo relatada.
11- A inclusão intencional de referências de relevância questionável com a finalidade de manipular fatores de impacto ou aumentar a probabilidade de aceitação do manuscrito é prática eticamente inaceitável.
12- Quando for necessário utilizar informações de outra fonte, o autor deve escrever de tal modo que fique claro aos leitores quais ideias são suas e quais são oriundas das fontes consultadas.
13- O autor tem a responsabilidade ética de relatar evidências que contrariem seu ponto de vista, sempre que existirem. Ademais, as evidências usadas em apoio a suas posições devem ser metodologicamente sólidas. Quando for necessário recorrer a estudos que apresentem deficiências metodológicas, estatísticas ou outras, tais defeitos devem ser claramente apontados aos leitores.
14- O autor tem a obrigação ética de relatar todos os aspectos do estudo que possam ser importantes para a reprodutibilidade independente de sua pesquisa.
15- Qualquer alteração dos resultados iniciais obtidos, como a eliminação de discrepâncias ou o uso de métodos estatísticos alternativos, deve ser claramente descrita junto com uma justificativa racional para o emprego de tais procedimentos.
16- A inclusão de autores no manuscrito deve ser discutida antes de começar a colaboração e deve se fundamentar em orientações já estabelecidas, tais como as do International Committee of Medical Journal Editors.
17- Somente as pessoas que emprestaram contribuição significativa ao trabalho merecem autoria em um manuscrito. Por contribuição significativa entende-se realização de experimentos, participação na elaboração do planejamento experimental, análise de resultados ou elaboração do corpo do manuscrito. Empréstimo de equipamentos, obtenção de financiamento ou supervisão geral, por si só não justificam a inclusão de novos autores, que devem ser objeto de agradecimento.
18- A colaboração entre docentes e estudantes deve seguir os mesmos critérios. Os supervisores devem cuidar para que não se incluam na autoria estudantes com pequena ou nenhuma contribuição nem excluir aqueles que efetivamente participaram do trabalho. Autoria fantasma em Ciência é eticamente inaceitável.
19- Todos os autores de um trabalho são responsáveis pela veracidade e idoneidade do trabalho, cabendo ao primeiro autor e ao autor correspondente responsabilidade integral, e aos demais autores responsabilidade pelas suas contribuições individuais.
20- Os autores devem ser capazes de descrever, quando solicitados, a sua contribuição pessoal ao trabalho.
21- Todo trabalho de pesquisa deve ser conduzido dentro de padrões éticos na sua execução, seja com animais ou com seres humanos.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br
Projeto na Câmara flexibiliza legislação para estimular pesquisa científica e inovação tecnológica
Por: Gilberto Costa
A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados deve dar encaminhamento esta semana ao projeto de lei que institui o Código de Ciência, Tecnologia e Inovação (PL 2.177/2011), apresentado em 31 de agosto. A expectativa é do deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), primeiro signatário da proposta e presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI).
O projeto foi apresentado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e pelo Conselho Nacional dos Secretários de Ciência e Tecnologia. A proposta, que diminui a burocracia para pesquisa e estabelece incentivos para as empresas investirem em inovação, também conta com o apoio de agências de pesquisa federais e estaduais.
Durante a reunião anual da SBPC, ocorrida em julho em Goiânia, os pesquisadores brasileiros se queixaram dos marcos legais que dificultam suas atividades (como, por exemplo, as restrições para pesquisa com animais e plantas); retardam e encarecem compras e contratações; e desestimulam a participação dos cientistas em trabalhos, além do ambiente acadêmico.
Segundo a justificativa, assinada por dez parlamentares da comissão, a “dedicação exclusiva”, imposta aos pesquisadores nacionais pelas universidades, deve ser “interpretada de forma mais abrangente” e a Lei Federal de Licitações deve ser “afastada” do setor: “o regramento para aquisições e contratações, no âmbito da CT&I [ciência, tecnologia e inovação], deve ser mais célere e descomplicado”, defendem os deputados.
Para que as empresas inovem mais, o projeto estabelece como instrumentos a criação de incubadoras, a implantação de parques tecnológicos e a concessão de subvenções, entre outros mecanismos. Na opinião do deputado Bruno Araújo, o projeto é importante para mudar a atitude empresarial. “O Brasil tem mais na sua história a cultura de um país importador do que de um país produtor de tecnologia”, avalia ao dizer que uma nova concepção “significa reflexo direto nos negócios”.
De acordo com dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Brasil ocupa o 13º lugar em pesquisa científica (publicação de artigos), mas é apenas o 47º no Ranking Global de Inovação.
O Brasil está atrás, por exemplo, da China, Rússia, África do Sul, de Portugal e da Grécia no reconhecimento de patentes internacionais; e as empresas privadas investem quatro vezes menos (em termos percentuais) do que as da Coreia do Sul, líder do ranking. A estimativa do ministério é que, em 2010, as empresas coreanas tenham gasto um valor correspondente a 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto as empresas no Brasil gastaram 0,57% do PIB nacional.
De acordo com o deputado Bruno Araújo, o projeto de lei deverá ser analisado na própria Comissão de Ciência e Tecnologia e também nas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Caso seja incluída uma outra comissão, como por exemplo, a Comissão de Defesa do Consumidor (CDC), o Regimento da Câmara determina a formação de uma comissão especial com parlamentares de todas as comissões. O Plenário da Câmara poderá decidir se o projeto poderá seguir, após a aprovação das comissões, direto para o Senado.
Edição: Lílian Beraldo
Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br
Governo anuncia centro para pesquisas científicas sem animais
O Brasil terá o primeiro centro da América do Sul preparado para desenvolver métodos alternativos para validação de pesquisas que não usam animais em fase de teste. A unidade foi criada a partir de um acordo de cooperação assinado nesta terça-feira, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
De acordo com a vice-diretora de Pesquisa e Ensino do INCQS, Isabela Delgado, o processo de validação é caro e demorado. Com a criação do centro – que se chamará Centro Brasileiro de Validação de Métodos Alternativos (Bracvam) – será possível validar metodologias de pesquisas que já foram reconhecidas em países da Europa e pelos Estados Unidos, substituindo ou reduzindo o número de animais utilizados em testes sobre a qualidade de vacinas, por exemplo.
“Vamos incorporar essas metodologias por meio de um processo que a gente chama de validação por captura. Vamos avaliar o que já foi validado lá fora e incorporar. Existem situações em que temos as particularidades brasileiras, como controle de qualidade de produtos biológicos, tais como o soro antiofídico. São espécies de serpentes que só existem no Brasil. A gente vai precisar desenvolver metodologias e validar essas metodologias no contexto nacional, que também é uma atribuição do centro, mas a médio prazo”, explica.
A pesquisadora afirma que já existem, no Brasil, o processo de desenvolvimento de tecnologias e os grupos que estudam alternativas e a aceitação regulatória desses métodos. “De maneira organizada, vamos trabalhar os dados e organizar grupos de pesquisas para que novas metodologias sejam fomentadas e passem a ser métodos oficiais”, disse.
Pelo documento assinado nesta terça-feira, fica garantida apenas a criação do Bracvam, mas não há qualquer previsão de orçamento inicial, o que impede uma estimativa sobre os primeiros resultados das pesquisas. Ainda assim, Isabela informou que alguns órgãos já sinalizaram apoio ao funcionamento do centro, com recursos financeiros, entre eles o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, que deve destinar cerca de R$ 700 mil ao centro.
Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias
Animais nas pesquisas científicas: até quando?
Cientistas argumentam que, na maioria dos casos, o uso de animais em experimentos ainda é indispensável. Mas nem todos concordam com isso.
Cobaias científicas
Camundongos, cães e coelhos são exemplos de animais usados, em todo o mundo, como cobaias de experimentos científicos.
A falta de alternativas, em alguns casos, é apontada por pesquisadores como a principal causa do uso contínuo de seres vivos em experimentos laboratoriais.
Defensores dos direitos dos animais, ao contrário, afirmam que é falta de vontade política e interesses privados dos cientistas motivam a realização da prática que consideram criminosa.
Crueldade com animais
Esta é uma discussão polêmica em eventos científicos nacionais e internacionais, mas pouco conhecida pela sociedade civil, ainda distante desse embate acadêmico, político e social.
De acordo com a Constituição Federal de 1988, capítulo VI, o poder público deve inibir e combater as práticas que provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais à crueldade.
Uma questão surge nesse contexto: Será que o uso de animais para pesquisas em laboratórios fere esse princípio legislativo? Este é um campo de conflito ainda não superado entre pesquisadores e defensores dos direitos dos animais.
A aprovação da Lei Arouca (nº 11.794), em outubro de 2008, regulamentou a criação e utilização de animais em atividades de ensino e pesquisa científica no Brasil. A lei criou o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, que obriga as instituições a constituírem uma Comissão de Ética no Uso de Animais (Ceua).
Ética na pesquisa com animais
Na Bahia, o Centro de Pesquisa Gonçalo Muniz (Fiocruz-Ba) possui um comitê para regular os procedimentos científicos feitos no local.
“É preciso que as pesquisas e as pessoas que as desenvolvem sigam parâmetros éticos que possam garantir, na medida do possível, todas as condições experimentais para que os animais sofram o mínimo de impacto possível. Tudo isso tem que ser controlado por uma série de legislações que já existem aqui no Brasil”, afirma a Coordenadora da Ceua da Fiocruz-Ba, Lourdes Farre.
Os projetos que, por algum motivo não atendem as exigências da comissão recebem notificações para que se adequem às normas que regem essa atividade.
Animais usados em pesquisas científicas
Ratos, hamsters e camundongos são os animais mais usados pelos pesquisadores da Fiocruz. Eles são mantidos no biotério e acompanhados por estudantes e cientistas em pesquisas de imunologia.
Outros animais também são aproveitados nas análises. Alguns cães, por exemplo, são acompanhados em estudos da leishmaniose. Eles normalmente são recolhidos em áreas endêmicas, como Jequié, no Sudoeste do Estado, depois da autorização dos donos.
Além disso, a instituição realiza a manutenção de ciclo da doença de chagas, através da criação de galinhas. A ave não apresenta a doença e, por isso, é a fonte ideal de alimento para o barbeiro.
Abolicionismo animal
“O sistema jurídico brasileiro não garante sequer o direito à vida desses animais, que continuam sendo capturados e mortos diariamente, legal ou clandestinamente, tornando letra morta à norma constitucional que proíbe as práticas que coloquem em risco a função ecológica dos animais, provoquem a sua extinção ou submeta-os à crueldade”, afirma o professor de Direito Ambiental da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Heron Santana.
A frase, que foi retirada do artigo “Abolicionismo Animal”, mostra que o uso de seres vivos em laboratórios enfrenta a resistência de grupos que defendem a dignidade dos animais.
Santana é também presidente do Instituto Abolicionista Animal (IAA), organização não-governamental que defende a libertação dos animais da exploração ou crueldade praticada por seres humanos.
Para amenizar esse conflito, o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal, exige que todas as Comissões de Ética no Uso de Animais tenham um componente que atue em uma ONG que trabalhe com o assunto.
De acordo com Lourdes Farre, essa ação possibilita que os trabalhos sejam discutidos de forma mais intensa e realizados com maior eficácia. “É importante que haja um espaço de diálogo para isso. Às vezes há desconhecimento das duas partes. Quando as pessoas sentam para conversar e discutem essas necessidades todos ganham”, afirma.
Fim da pesquisa com animais?
Rejane Menezes diz que há projetos que podem ser realizados in vitro, ou seja, em placas que possibilitam a cultura de células. No entanto, ela admite que o uso dos animais, na maioria das vezes é indispensável.
“Existem modelos que só podem ser feitos em animais e não há como fugir disso. A tendência é uma diminuição na utilização deles, mas a isenção do uso eu acho um pouco difícil,” reconhece.
Pesquisa com animais não é mais necessária na era do genoma, diz associação
O resultado das pesquisas e a sua eficácia são preocupações dos grupos que defendem o direito animal. Entretanto, Lourdes Farre considera que esses resultados são de interesse de todos.
“O cuidado que se tem com o animal e as recomendações sobre o que se fazer são preocupações fundamentais, mas é preciso que haja envolvimento, também, da sociedade, dos pesquisadores e das instituições”, conclui.
O passado e o futuro das experiências com animais
Por: Henrique Mendes
Fonte: www.diariodasaude.com.br
Comunidade científica vai propor novo marco legal para a ciência no País
Cientistas afirmam que a burocracia atrapalha o avanço das pesquisas brasileiras
Secretários estaduais de ciência e tecnologia e representantes das fundações estaduais de amparo a pesquisa de todo o Brasil vão enviar à Câmara e ao Senado a proposta de um novo marco legal para a ciência no País. A iniciativa nasceu de um fórum em Belo Horizonte que reuniu o Conselho Nacional dos Secretários de Ciência e Tecnologia (Consecti) e o Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap).
“Não basta fazer ajustes no cipoal de leis que já existem”, afirma Mario Neto Borges, presidente do Confap. “Só um novo arcabouço legal resolve o problema.” A maioria dos pesquisadores defende a urgência das reformas, inclusive representantes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), presentes no evento.
Também há consenso quanto às mudanças necessárias. No encontro, a exigência de submeter-se à lei de licitações (Lei nº 8666, de 21/06/1993) para a compra de material de pesquisa foi o tema mais debatido. Pesquisadores e gestores argumentam que não faz sentido utilizar a mesma lei que regula construção de estradas para fiscalizar gastos com ciência.
Por um lado, o volume de recursos em jogo seria muito menor. Por outro, demandaria maior agilidade e flexibilidade na execução dos gastos. Muitas vezes, por exemplo, equipamentos essenciais para determinados estudos contam com um único fornecedor. Mas, segundo os cientistas, a legislação atual trata com enorme desconfiança licitações com um só candidato, algo sensato quando o objetivo é construir um hospital, mas bem pouco prático quando a meta é trabalhar com tecnologia de ponta e inovação.
“Há um grave problema cultural no País”, aponta o secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Estado do Pará, Alex Fiúza de Mello. Ele afirma que servidores dos órgãos de fiscalização orçamentária, “com raras exceções”, aplicam a lei de forma cega, atendo-se à letra, mas sacrificando o espírito da norma. “Há especificidades no trabalho de pesquisa que precisam ser levadas em conta”, aponta.
Ele propõe que, na mudança do marco legal, os critérios para julgar se o dinheiro público foi destinado corretamente olhem para os frutos da pesquisa, e não para um check list com resultados determinados de antemão. “A princípio, quando um sujeito começa uma pesquisa, não sabe exatamente o que vai encontrar e os caminhos que vai trilhar”, comenta Borges. “É diferente de outros tipos de gasto público.”
Angela Brusamarello, do Tribunal de Contas da União (TCU), também presente no evento, disse que o órgão tem se esforçado para garantir que os auditores aprendam as particularidades do processo de pesquisa e já se observam pequenos avanços na relação com a academia. Contudo, Angela ressalva que a lei atual não é ruim. Bastaria saber aplicá-la.
A lei já prevê, por exemplo, um trâmite específico para a compra de equipamentos de um fornecedor específico. “O problema é que a maioria dos pesquisadores não sabe usar a lei”, afirma Angela. Ela considera importante a criação de uma carreira para gestores científicos que tire das costas dos pesquisadores de bancada o fardo de administrar compras de insumos ou relatórios orçamentários. “Além disso, se todo mundo exigir uma lei diferente para regular o gasto público em cada área – ciência, cultura, esporte… -, a situação só piora”, pondera. “Precisamos de menos leis. Não de mais.”
Mas os cientistas argumentam que a burocracia da atual legislação torna estéreis os esforços para inovação. “Quando mencionamos inovação, estamos falando principalmente da iniciativa privada”, afirma o diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes), Anilton Salles Garcia. “E o marco legal atual inibe as parcerias dos pesquisadores que atuam na universidade pública com os empresários, pois a iniciativa privada tem medo de perder o dinheiro investido no emaranhado de leis”, conclui Borges.
Outros temas também exigem mudanças – algumas vezes, drásticas – na atual legislação, segundo os pesquisadores. As restrições de acesso à biodiversidade e os entraves à importação de insumos, por exemplo, também geraram relatos acalorados dos cientistas.
Um grupo de juristas que acompanhou as discussões já começou a preparar um conjunto de propostas para alterar a legislação. Uma versão preliminar foi apresentada no fim do fórum. “Mas precisamos de algo mais concreto antes de enviar para Brasília”, comentou Odenildo Teixeira Sena, presidente do Consecti. O texto será melhor elaborado e deve incluir novas sugestões de pesquisadores. A versão final ficará pronta até o fim de julho. O deputado federal Sibá Machado (AC-PT), representando a Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, comprometeu-se a levar o texto para discussão no Legislativo.
Este é um acontecimento importante. Esta iniciativa conjunta pode realmente resultar em mudanças significativas na legislação que tem implicações diretas na atividade de pesquisa no Brasil. Esperemos que nossos representantes políticos tenham a sensibilidade e reconheçam que as demandas apresentadas são, em última análise, essenciais para o desenvolvimento deste país.
Publicado originalmente no jornal O Estado de S. Paulo
Fonte: http://quiprona.wordpress.com
Estereótipos afastam mulheres da pesquisa científica
Os homens estão mais aptos a desenvolver atividades cientificas do que as mulheres? Na realidade, os estereótipos reforçam a idéia que acaba por desestimular o sexo feminino a encarar o desafio. Isso é o que aponta pesquisa realizada com 500 mil pessoas de ambos o sexos em 34 países. O resultado mostra que 70% dos entrevistados externaram o sexismo existente no momento de vincular os homens às atividades científicas mais do que as mulheres.
“Os estereótipos implícitos – pensamentos que não desejamos expressar ou que são inconscientes – podem desanimar as jovens a fazer estudos científicos e matemáticos e, inclusive, afetar seu desempenho”, explicam os autores desta pesquisa divulgada nos Anais da Academia Nacional de Ciências (PNAS).
Nos países onde esses estereótipos se apresentam mais enraizados na população, os meninos conseguem melhores resultados do que as meninas em ciências e na matemática.
“Encontramos uma tendência geral em todos os países nos quais realizamos esta pesquisa que mostra que a população vincula mais os conceitos científicos ao sexo masculino do que ao feminino”, explicou à France Presse, Brian Nosek, professor de psicologia da Universidade de Virginia (leste), principal autor do estudo.
“Acreditamos que os estereótipos implícitos e o abismo entre os sexos em sua capacide de êxito nos terrenos científicos se reforçam mutuamente”, acrescentou.
“Quando as pessoas veem que os homens trabalham mais nos campos científicos e que as mulheres estão mais presentes nos campos não científicos, se desenvolve no espírito um preconceito, segundo o qual os homens são mais aptos para as ciências”, conclui.
Fonte: http://www.atarde.com.br/cienciaevida
Polímero repara osso
Um polímero combinado com células-tronco foi implantado por pesquisadores em defeitos ósseos no crânio de ratos. Os animais tinham perfurações na calota craniana de cerca de 5 milímetros de diâmetro, dimensão considerada crítica, uma vez que está além da capacidade de regeneração natural do organismo.
O resultado da bioimplantação foi observado em duas, quatro e oito semanas. Em duas semanas foi observada diferença na quantidade de tecido ósseo e de vasos sanguíneos nos três tipos de materiais utilizados – com diferença no tamanho dos poros.
Os cientistas observaram também, em modelo de cultura de células, que o polímero permitia a proliferação e a diferenciação das células em osteoblastos, que produzem tecido ósseo.
A pesquisa foi coordenada pelo professor Adalberto Luiz Rosa em colaboração com os professores Márcio Beloti e Paulo Tambasco de Oliveira na Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da Universidade de São Paulo (USP) e teve a participação da estudante Luciana Sicchieri, bolsista de Mestrado da FAPESP.
Rosa coordenou o projeto “Engenharia de tecido ósseo: avaliações in vitro e in vivo do biomaterial hibrido fosfato de cálcio/ácido poli-láctico-co-glicólico de células osteoblásticas derivadas de células-tronco”, apoiado pela FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.
Os pesquisadores do Laboratório de Cultura de Células da FORP também integram o grupo de pesquisa Biomateriais para Aplicação em Tecido Ósseo, apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
A engenharia de tecido ósseo é uma área relativamente nova do conhecimento, surgida no fim da década de 1980. “É um ramo multidisciplinar, pois associa as engenharias às ciências da vida para criar substitutos biológicos que melhorem ou mantenham a qualidade dos tecidos originais”, explicou Rosa.
O grupo utilizou um polímero revestido de fosfato de cálcio – um biomaterial poroso desenvolvido por cientistas canadenses – para fazer o implante nos ratos. A diferença do trabalho brasileiro foi ter associado células-tronco a esse biomaterial.
Inicialmente, foram retiradas células da medula óssea dos animais. Depois, foi feita uma expansão para que elas se multiplicassem. Desse grupo foram selecionadas células-tronco mesenquimais, que possuem a capacidade de se transformar em outros tipos de células.
As células-tronco foram então combinadas ao polímero canadense por meio de um processo de centrifugação. Esse composto foi implantado nos ratos, cada um recebendo o material associado a células de sua própria medula. A mesma experiência foi repetida com células-tronco diferenciadas em osteoblastos e os resultados também foram positivos.
Com base nos resultados da pesquisa, o grupo concluiu que biomateriais implantados com poros maiores são mais adequados para experimentos de engenharia de tecido ósseo. O sucesso abre perspectivas para aplicações clínicas dessa técnica, mas o coordenador da pesquisa destaca que isso não ocorrerá tão cedo.
“Imaginamos poder aplicar essa técnica em reconstruções de maxilares e em cirurgias que exijam a remoção de tecido ósseo, por exemplo. Mas a aplicação em humanos é um cenário que consideramos para um prazo ainda extenso. Temos ainda um longo caminho até lá”, disse.
Créditos:
Autor Fábio Reynol – Agência FAPESP (8/12/2009)
Fonte: www.sitedecuriosidades.com
Influência da Leitura do Menisco na Calibração de Equipamento Volumétrico
Microscópio se calibra?
Alguns afirmam que não há necessidade de se calibrar microscópios, mas, caso seja ne- cessário se fazer um trabalho qualquer se utilizando uma objetiva de 40x de ampliação de um microscópio, como o laboratório que realiza este trabalho vai garantir ao seu cliente que esse equipamento atende ao requisito do procedimento se não tiver um certificado de calibração? E se no procedimento ainda há a informação sobre a tolerância de desvio aceitável, como o laboratório saberá se naquela objetiva do microscópio o desvio apresentado está dentro do cri- tério de aceitação? E quando um microscópio tem instalado um retículo para realizar medições, a necessidade de calibração torna-se ainda mais crítica. Portanto a calibração do microscópio é fundamental para que um laboratório possa ter confiança no trabalho que realiza e também é uma maneira de apresentar ao seu cliente mais confiança nos serviços prestados a eles.
Fonte: Revista Analytica
CEO da Merck fala sobre fórmulas de negócio
por Marcos Mazarin*
Localmente, estamos organizados para suportar e assessorar todas as áreas de negócio
A primeira imagem que vem em nossas mentes quando falamos de indústria farmacêutica são comprimidos, farmácias, médicos, laboratório. Provavelmente poucos se lembrarão da TI como parte integrante dos produtos do setor. A alemã Merck existe há mais de três séculos e atua em mais de 60 países. No início de 2007, com a conclusão da aquisição da suíça Serono, concebeu-se uma nova estratégia de TI, focando em inovação, integração e fusão de processos. A iniciativa permeia todas as divisões e negócios e divide-se em quatro etapas: execução, centralização da infraestrutura, globalização dos ERPs e harmonização de aplicações.
A fase de centralização da infraestrutura global implicou em um programa com impacto na padronização e harmonização, consolidação de data centers, entrega de serviços em blocos globais, regionais e locais e direcionamento de TI para o suporte aos processos de negócio. Contamos hoje com equipamentos e instalação padronizados. Temos também um Global Service Desk que atende todos os incidentes e solicitações até o cliente estar satisfeito.
No tocante a centralização de DCs, foram definidos sites centrais, o que permite sinergia e modernização de processos e minimiza a necessidade de investimentos em vários lugares para o mesmo tipo de serviço. A globalização do ERP, priorizou a implantação em sites onde há produção, seguido dos locais onde há somente comercialização.
No Brasil, a implantação do software de gestão ocorreu entre junho de 2006 e setembro de 2007, seguindo o modelo de validação de sistemas, que é um requerimento exigido pelos órgãos reguladores do setor. Desta forma, estamos aptos a comercializar produtos em qualquer parte do mundo, independentemente de onde ele tenha sido produzido. Com a padronização de processos, as áreas de negócio foram beneficiadas com soluções que permitem uma linguagem comum e uma forma única de gestão. Além disso, toda e qualquer mudança requer o envolvimento total das áreas de negócio para a definição e aprovação das solicitações, atendendo ao ciclo de releases planejados anualmente.
Para a etapa de harmonização de aplicações, foram definidos conjuntos de sistemas padrão que podem ser implementados em cada país de acordo com as necessidades de negócio ou como parte da estratégia global.
A gestão de TI é permeada por um grupo de 25 processos de governança global, onde a Merck Brasil, entre abril a novembro de 2008, implantou o projeto de inovação ISO 56K, pelo qual se certificou internacionalmente nas normas ISO 20000, ISO 9001 e ISO 27001. A adequação dá maior transparência da gestão dos serviços, através de indicadores.
Localmente estamos organizados para suportar e assessorar as áreas de negócio, seja na busca de soluções específicas, implantação de soluções globais ou em projetos que tragam benefícios para a empresa. Outras iniciativas locais contemplam virtualização de servidores e soluções de planejamento, acompanhamento e simulação de cenários onde poderemos verificar como algumas variáveis influenciam o desempenho de nossos negócios. Todos estes processos, padrões e metodologias permitem que a TI contribua para a qualidade de nossos produtos e crescimento da empresa.
*Marcos Mazarin é diretor de TI da Merck Brasil. O executivo escreveu com exclusividade para InformationWeek Brasil.
Utilidades dos uniformes
- Luvas -
As luvas por vezes são permeáveis aos compostos químicos. Devem ser removidas antes de abandonar o local de trabalho e antes de pegar em telefones, fechos de portas, canetas e caderno de laboratório.
- Bata -
Protecção contra salpicos; deve ser fácil de remover em caso de acidente; devem evitar-se os tecidos que ardam facilmente ou que façam uma massa quando fundidos. Evitar também aqueles que possam desenvolver electricidade estática. O algodão é uma boa opção na generalidade dos casos.
- Calçado -
Não se devem usar: Sapatos de salto alto, sandálias, sapatos de tecido.
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