O que é uma pesquisa científica?
Toda dissertação de mestrado é um documento escrito, mas nem todo documento escrito é uma dissertação, embora às vezes exista essa pretensão. O que devemos levar em conta é que uma dissertação deve se basear numa pesquisa científica, pois essa condição está ligada à própria natureza do mestrado, qual seja, a de iniciar a formação de pesquisadores.
É para isso justamente que a dissertação é exigida: ela representa um treino inicial, que irá impulsionar o aluno para o doutorado, onde ele se afirmará definitivamente como pesquisador.
Na dissertação, para que ela cumpra com sua finalidade, deverão estar presentes todos aqueles elementos que caracterizam a pesquisa científica de boa qualidade.
Vamo ao conceito.
“Pesquisa científica é um processo de busca, tratamento e transformação de informações, levado a efeito segundo determinadas regras fornecidas pela Metodologia da Pesquisa.”
Já aprenderemos muita coisa apenas pelo fato de esmiuçar a definição acima. Assim, compreende-se imediatamente que a pesquisa científica gira em torno de informações. Tudo começa com dúvidas e desconhecimentos na cabeça do pesquisador: há coisas que ele não sabe, mas gostaria de saber ou, em outras palavras, há informações que ele gostaria de conhecer.
Chamemos a essas de informações R (a letra R indica resultado). Para chegar às informações R – que geralmente não estão disponíveis na forma em que o pesquisador as deseja – o pesquisador irá planejar e empreender a coleta de outras categorias de informações, que chamaremos de informações D (a letra D indica dados). Na mediação entre as informações R e as informações D existe um processo de transformação, que recebe o nome de “análise de dados”.
Texto de autoria do Prof. Dr. Daniel Augusto Moreira. Possui graduação em Engenharia Química pela Universidade de São Paulo (1969), mestrado em Engenharia (Engenharia de Produção) pela Universidade de São Paulo (1978) e doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo (1986). Atualmente é professor da Universidade de São Paulo e professor titular do Centro Universitário Nove de Julho.
Tem experiência na área de Administração, com ênfase em Analfabetismo Funcional, atuando principalmente nos seguintes temas: analfabetismo funcional, ensino e pesquisa em administração, produtividade, administração de emrpresas e administração. (Texto informado pelo autor)
Fonte: http://blogs.universia.com.br
Conceitos em Pesquisa Científica
Pesquisa Experimental
Minayo (2007) e Lakatos et al (1986) informam que quando se determina um objeto de estudo, selecionam-se as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, definindo as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto.
Levantamento de Dados
A pesquisa envolve a interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer (MINAYO, 2007; LAKATOS et al, 1986).
Estudo de Caso
Envolve o estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos de maneira que se permita o seu amplo e detalhado conhecimento (MINAYO, 2007; LAKATOS et al, 1986).
Pesquisa Bibliográfica
Quando elaborada a partir de material já publicado, constituído principalmente de livros, artigos de periódicos e atualmente com material disponibilizado na Internet (MINAYO, 2007; LAKATOS et al, 1986).
Pesquisa Documental
Quando elaborada a partir de materiais que não receberam tratamento analítico (MINAYO, 2007; LAKATOS et al, 1986).
Pesquisa-Ação e Pesquisa Participante
Quando concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo. Os pesquisadores e participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo.Participante se desenvolve a partir da interação entre pesquisadores e membros das situações investigadas (MINAYO, 2007; LAKATOS et al, 1986).
Pesquisa Quantitativa
Considera que tudo pode ser quantificável, o que significa traduzir em números opiniões e informações para classificá-las e analisá-las. Requer o uso de recursos e de técnicas estatísticas (percentagem, média, moda, mediana, desvio-padrão, coeficiente de correlação, análise de regressão, etc.). Resultados precisam ser replicados (MINAYO, 2007; LAKATOS et al, 1986).
Pesquisa Qualitativa
Verifica uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números (MINAYO, 2007).
A interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados são básicas no processo de pesquisa qualitativa. Não requer o uso de métodos e técnicas estatísticas. O ambiente natural é a fonte direta para coleta de dados e o pesquisador é o instrumento-chave. É descritiva. Os pesquisadores tendem a analisar seus dados indutivamente. O processo e seu significado são os focos principais de abordagem (LAKATOS et al, 1986).
Grupo Focal
É o universo ou população formado pelo conjunto de seres animados ou inanimados que apresentam pelo menos uma característica em comum. Sendo N o número total de elementos do universo ou população, se faz representar também pela letra X de forma que X v = Xa, Xb, Xc,……..Xv. A delimitação do grupo focal consiste em explicar que pessoas ou coisas, fenômenos e outros serão pesquisados, enumerando suas características comuns, como por exemplo: sexo, faixa etária, organização a que pertencem e a comunidade onde vivem (LAKATOS; MARCONI, 1986).
Entrevista Grupal
A utilização do grupo como técnica de pesquisa observa pressupostos da dinâmica interativa, como fatores de interferência. As técnicas de coletas de dados organizadas no contexto grupal consistem em estratégias únicas para uma pesquisa ou como complemento de outros instrumentos como observação, entrevista individual, sendo mais comum o seu uso em métodos qualitativos de pesquisa (MINAYO, 2007).
A utilização desse tipo de técnica é bastante adequada à abordagem de grupos sociais atingidos coletivamente por fatos ou situações específicas. Os grupos podem ser úteis por transportar os entrevistados para o seu próprio mundo ou situação As técnicas de coletas de dados realizadas através do grupo têm em comum a interação do pesquisador e sua equipe junto a pequenos grupos e recebem várias nominações. Apenas como exemplo, citamos algumas denominações de técnicas destacando: o grupo focal, a discussão em grupo, a entrevista coletiva e sociodrama, a entrevista grupal com um foco, as oficinas ou workshops, a entrevista semi-estruturada coletiva, o painel de consenso, os grupos naturais e as entrevistas comunitárias (LAKATOS; MARCONI, 1986).
História de Vida
Na abordagem qualitativa encontrava-se a história de vida e serve para captar o que acontece na intersecção entre o individual e o social e permite que elementos do presente interajam com elementos do passado.É um olhar retrospectivo na vida e permite uma visão total do conjunto tornando possível uma visão mais aprofundada do momento passado (SOARES, 1994).
QUEIROZ (1988) coloca a história de vida no quadro amplo da história oral que também inclui depoimentos, entrevistas, biografias, autobiografias. Considera que toda história de vida encerra um conjunto de depoimentos e, embora tenha sido o pesquisador a escolher o tema, a formular as questões ou a esboçar um roteiro temático, é o narrador que decide o que narrar. A autora vê na história de vida uma ferramenta valiosa exatamente por se colocar justamente no ponto no qual se cruzam vida individual e contexto social.
História Oral
Schraiber (1995) apud Minayo (1992) conceitua a pesquisa decorrente de história oral como testemunho pessoal do sujeito pesquisado. Às vezes, para a pesquisa, pode ser importante saber de fonte pessoal sobre o trabalho, práticas e vivências para estimular pensamentos sobre questões como a tecnologia, a qualidade da intervenção técnica, o papel social da prática ou o significado do desenvolvimento científico e profissional. Esta produção de narrativas constitui-se em rica experiência da perspectiva da pesquisa científica.
SILVA (2007) observa que a história oral delineia aspectos e especificidades do sujeito ou fato pesquisado. A diferença da história oral em relação a outras metodologias que também utilizam entrevistas como procedimento de coleta de dados é que traz consigo uma intenção comum a qualquer área que dela se utiliza: a valorização de narrativas orais como fontes de pesquisa.As narrativas orais são fontes que possibilitam a aproximação dos significados dados à vivência de quem narra, porque preserva a realidade própria do narrador. Por meio desta investigação é possível observar diferenças em determinado acontecimento social. Cada narrador tem sua ótica. Freitas (2002) informa que a história oral tem caráter multidisciplinar porque podem ser ouvidos diferentes sujeitos e é mais utilizada nas Ciências Humanas e explica que ela se subdivide em tradição oral, história de vida, história oral temática.
Entrevista Aberta
Entrevista para Lakatos e Marconi (1985) é um procedimento usado na investigação social para coletar dados, ou ajudar no diagnóstico ou tentar solucionar problemas sociais.. Acontece em um colóquio entre duas pessoas em que uma delas vai passar informações para a outra.
A entrevista aberta é o instrumento da análise da enunciação que se apóia na dinâmica da entrevista e nas figuras de retórica como a metáfora, o paradoxo facilitam a interpretação e a compreensão. A produção das palavras é espontânea porém existe constrangimento devido a situação de se estar sendo entrevistado (PAULILO, 2007), .
Estruturada
Lakatos e Marconi (1985) definem a pesquisa estruturada como a observação sistemática. Também pode ser denominada controlada e planejada. Este tipo de pesquisa usa instrumento para a coleta de dados. É realizada sob controle para responder aos objetivos planejados antecipadamente.Deve ser planejada com cuidado e sistematizada. O observador sabe o eu busca, o que é importante.Conheceseu objetivo, reconhece seus erros e éimpessoal. Na Pesquisa Estruturada os pesquisadores usam os recursos de busca conforme vai sendo necessário. O pesquisador delimita o campo e usa instrumentos próprios ao que se procura.
A entrevista estruturada ou questionário geralmente é utilizado nos censos como, por exemplo, os do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nas pesquisas de opinião, nas pesquisas eleitorais, nas pesquisas mercadológicas, pesquisas de audiência, e outros (BONI e QUARESMA, 2005).
Semi Estruturada
Na entrevista semi-estruturada, o investigador tem uma lista de questões ou tópicos para serem preenchidos ou respondidos, como se fosse um guia. A entrevista tem relativa flexibilidade. As questões não precisam seguir a ordem prevista no guia e poderão ser formuladas novas questões no decorrer da entrevista (MATTOS, 2005). Mas, em geral, a entrevista seguirá o que se encontra planejado. As principais vantagens das entrevistas semi-estruturadas são as seguintes: possibilidade de acesso a informação além do que se listou;esclarecer aspectos da entrevista; gera de pontos de vista, orientações e hipóteses para o aprofundamento da investigação e define novas estratégias e outros instrumentos. (TOMAR, 2007).
Formulário
Éo documento com campos pré-impressos onde são preenchidos os dados e as informações, que permite a formalização das comunicações, o registro e o controle das atividades das organizações (OLIVEIRA, 2005). A atividade de organização e métodos é a que fornece os subsídios para a elaboração e o controle dos formulários. Os formulários se dubdividem em formulários planos, contínuos e eletrônicos (CURY, 2005)
Questionários
Lakatos e Marconi (1985) conceituam que se trata de um instrumento para recolher informação.É uma técnica de investigação composta por questões apresentadas por escrito a pessoas.
O questionário permite que o pesquisador conheça algum objeto de estudo (OLIVEIRA, 2005). As perguntas podem ser classificadas quanto a sua forma da seguinte maneira:. Podem ser simples, quando a pergunta e direcionada para determinado conhecimento que se quer saber ou abertos quando a resposta emite conceito abrangente. Podem conterperguntas abertas quando o interrogado responde com suas próprias palavras e, por isso, são difíceIs de tabular e analisar (LAKATOS E MARCONI,1985). E também perguntas fechadas que englobam todas as respostas possíveis, sendo melhor de tabular. Perguntas duplas reunem características de perguntas abertas e fechadas (OLIVEIRA, 2005).
Participante
A observação, outra técnica de pesquisa, que também se realiza por meio de entrevistas, pode ser participante, caracterizada pela participação real do pesquisador com a comunidade ou grupo. Para Mann (1996) a observação participante é uma tentativa de colocar o observador e o observado do mesmo lado, tornando-se o observador um membro do grupo de modo que vivam e trabalhem dentro do sistema de referencia dos observados.
Estruturada
O entrevistador segue roteiro previamente estabelecido e as perguntas são feitas a indivíduos predeterminados. Realiza-se por meio de um formulário elaborado em decorrência de um planejamento e dirigido a pessoas selecionadas previamente (LAKATOS; MARCONI, 1986). Esta entrevista é padronizada para obter dos entrevistados respostas às perguntas e permitir comparação entre o mesmo conjunto de perguntas. As diferenças nas respostas acontecem devido Às diferenças entre os participantes e não diferenças devido às questões (BONI; QUARESMA, 2005).
Referências
História Oral
GARNICA, A. V. M. O escrito e o oral: uma discussão inicial sobre os métodos da História. Ciência e Educação, Bauru, v. 5, n. 1, p. 27-35, 1998. Disponível em: http:// www2.fc.unesp.br/cienciaeeducacao/viewarticle.php?id=158 .
MINAYO, M. C. de S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. São Paulo, Hucitec-Abrasco, 1992. .
SCHRAIBER, L. B.: Pesquisa qualitativa em saúde: reflexões metodológicas do relato oral e produção de narrativas em estudo sobre a profissão médica Rev. Saúde Pública vol.29 no.1 São Paulo Feb. 1995
SILVA, H.; SOUZA, L. A.: A História Oral na Pesquisa em Educação.
MatemáticaBolema, Rio Claro (SP), Ano 20, nº. 28, 2007, pp. 139 a 162.
Entrevista Aberta
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A.: Fundamentos de Metodologia Científica. São Paulo. Ed. Atlas, 1985.
PAULILO, M. A. S.: A pesquisa qualitativa e a história de vida. Serviço Social pela PUC-SP. 2007. Disponível em: http://www.ssrevista.uel.br/c_v2n1_pesquisa.htm
Estrutura
BONI, V; QUARESMA, S. J.: Aprendendo a entrevistar: como fazer entrevistas em Ciências Sociais.Revista Eletrônica dos Pós-Graduandos em Sociologia Política da UFSC Vol. 2 nº. 1 (3), janeiro-julho/2005, p. 68-80. Disponível em: www.emtese.ufsc.br
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A.: Fundamentos de Metodologia Científica. São Paulo. Ed. Atlas, 1985.
Semi-Estruturada
MATTOS, P.; LINCOLN, C. L.: A entrevista não-estruturada como forma de conversação: razões e sugestões para sua análise. Rev. adm. publica;39(4):823-847, jul.-ago. 2005
TOMAR, M. S.: A Entrevista semi-estruturada Mestrado em Supervisão Pedagógica” (Edição 2007/2009) da Universidade Aberta.
Disponível em: mariosantos700904.blogspot.com/2008/05/matriz-do-guio-de-uma-entrevista-semi.html – 100k
Formulário
CURY, Antonio. Organização e métodos: uma visão holística. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2005.
OLIVEIRA, Djalma.P.R, Sistemas, organização e métodos: uma abordagem gerencial. 15. ed. São Paulo: Atlas, 2005.
Obtido em “http://pt.wikipedia.org/wiki/Formul%C3%A1rio”
História de Vida
SOARES, L.E. (1994) O Rigor da Indisciplina: ensaios de antropologia interpretativa. Rio de Janeiro: Relume-Dumará.
QUEIROZ, M.I. (1988) Relatos orais: do “indizível” ao “dizível”. In: VON SIMSON (org.) Experimentos com Histórias de Vida: Itália-Brasil. São Paulo: Vértice.
ENTREVISTA GRUPAL
MINAYO MC. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. Rio de Janeiro: Abrasco; 2007.
MAILHIOT GB. Dinâmica e gênese dos grupos. São Paulo: Livraria Duas Cidades; 1981.
Por: Talma Bastos de Barros
Fonte: www.webartigos.com
Material de laboratório
Chama-se material de laboratório os instrumentos e equipamentos utilizados pelos cientistas para manipulação específica em química, física e bioquímica para realizar uma experiência, efetuar medições ou reunir dados.
Relação de materiais
* [Pera de sucção]: usada para auxiliar nos procedimentos de pipetagem.
* Microscópio: aparelho óptico utilizado para visualizar estruturas minúsculas.
* Bico de gás: um dos aparelhos mais frequentemente usados em laboratório é o bico de gás, que pode receber várias designações de acordo com o seu aspecto, sendo o mais comum o Bico de Bunsen.
* Bico de Bunsen: funciona a gás e serve para o aquecimento de materiais não-inflamáveis.
* Tela ou Rede de amianto: É um trançado de fios de ferro, tendo no centro um disco de amianto que recebe calor do bico de Bunsen e distribui o calor uniformemente para todos os recipientes sobre ela.
* Tripé de ferro: serve como apoio para a tela de amianto e para equipamentos que são colocados sobre ela.
* Suporte Universal: Um tipo de suporte que sustenta todos os tipos de materiais de laboratório, composto por uma placa de ferro, e uma barra de ferro onde se colocam garras, prendedores e argolas para segurar os equipamentos.
* Suportes, garras e argolas de ferro: servem para a montagem e a sustentação dos aparelhos de laboratório.
* Tubo de ensaio: usado para testar reações com pequenas quantidades de reagentes.
* Vidro de relógio: usado para pesar pequenas quantidades de substâncias, para evaporar pequenas quantidades de soluções e para cobrir béqueres e outros recipientes.
* Erlenmeyer: Muito utilizado em preparações de soluções químicas, devido o formato afunilado de seu bico, que não deixa a solução respingar.
* Balão de fundo chato: usado para aquecer e preparar soluções e realizar reações com desprendimento de gases.
* Balão de fundo redondo: de uso semelhante ao balão de fundo chato, mas mais apropriado a aquecimentos sob refluxo.
* Proveta ou cilindro graduado: para medir e transferir volumes de líquidos e solução (não é muito preciso).
* Balão volumétrico: para preparar volumes precisos de soluções.
* Pipeta graduada: para medir e transferir volumes variáveis de líquidos ou soluções, sem muita precisão.
* Pipeta volumétrica: para medir e transferir um líquido ou solução, porém mais preciso que a pipeta graduada.
* Bureta: para medir volume de líquidos ou soluções por escoamento.
* Trompa de vácuo: aproveita-se de uma corrente de água para aspirar o ar, por uma abertura lateral; é usada para as “filtrações a vácuo”.
* Cadinho ou porcelana (ou metal): usado para aquecimento e fusão de sólidos a altas temperaturas.
* Triângulo de porcelana: serve de suporte para cadinhos, quando aquecedidos directamente na chama de gás.
* Cápsula de porcelana (ou de metal): usada para a concentração e secagem de soluções.
* Almofariz e pistilo: usado para a trituração e pulverização de sólidos.
* Centrífuga: É um aparelho que acelera o processo de decantação. Devido ao movimento de rotação, as partículas de maior densidade, por inércia, são arremessadas para o fundo do tubo.
* Estufa: Aparelho elétrico utilizado para dessecação ou secagem de substâncias sólidas, evaporações lentas de líquidos, etc.
* Capela: Local fechado, dotado de um exaustor onde se realizam as reações que liberam gases tóxicos num laboratório.
* Banho Maria: É um dispositivo que permite aquecer substâncias de forma indireta(banho-maria), ou seja, que não podem ser expostas a fogo direto.
* Frasco lavador ou pisseta: É empregada na lavagem de recipientes por meio de jactos de água ou de outros solventes. O mais utilizado é o de plástico pois é prático e seguro.
* Colher de deflagração: Se utiliza para realizar pequenas combustões de substâncias ou observar o tipo de chama, reação, etc.
* Condensador: É empregado nos processos de destilação. Sua finalidade é condensar os vapores do líquido. É refrigerado a água.
* Funil de separação ou decantação: Recipiente de vidro em forma de pêra, que possui uma torneira. É Utilizado para separar líquidos imiscíveis. Deixa-se decantar a mistura; a seguir abre-se a torneira deixando escoar a fase mais densa.
* Tubos em U: Tubo recurvado em forma de U, quando preenchido com uma solução especial funciona como ponte salina permitindo a passagem de íons na montagem de uma pilha de Daniell.
* Cristalizador: São de vidro, possuem grande superfície que faz com que o solvente evapore com maior rapidez.
* Dessecador ou Exsicador: É usado para guardar substâncias em ambiente com pouco teor de umidade.
* Papel de filtro: Papel poroso, que retém as partículas sólidas, deixando passar apenas a fase líquida.
* Mufla: tipo de estufa para altas temperaturas usada em laboratórios, principalmente de química. Consiste basicamente de uma câmara metálica com revestimento interno feito de material refractário e equipada com resistências capazes de elevar a temperatura interior a valores acima de 1000°C. As muflas mais comuns possuem faixas de trabalho que variam de 200°C a 1400°C.
* Colorímetro: instrumento que utiliza amostras de substâncias desconhecidas para determiná-las, através do nível de absorção, que modifica sua coloração.
* Gobelé: Copo de vidro de tamanho variado utilizado para aquecer e cristalizar substâncias, recolher filtrados, fazer decantações, misturar reagentes, preparar soluções, transferir soluções e pesar substâncias.
Fonte: http://pt.wikipedia.org
Anticorpos monoclonais
Anticorpos Monoclonais no Tratamento de Câncer Colorretal: Fundamentos e Estado Atual
Embora seja difícil prever os próximos desdobramentos da evolução das pesquisas em biologia molecular do câncer, existem evidências que estes estejam relacionados a uma caracterização cada vez melhor do perfil genômico tumoral, ou seja, das proteínas nele expressas, de forma a definir qual o seu comportamento biológico provável.
Esta melhor identificação do tumor nos irá proporcionar uma maior definição do padrão individual tumoral e provável prognóstico do paciente, permitindo um mais adequado planejamento terapêutico e seguimento do caso. Além disto, representa uma importante etapa para o desenvolvimento de drogas específicas para alvos moleculares.
Embora desempenhando ainda um papel de grande relevância no tratamento do câncer, as drogas de ação antineoplásica utilizadas na quimioterapia convencional apresentam o grave inconveniente de serem agentes citotóxicos com baixo índice de especificidade. Desta forma, promovem uma destruição celular extensa comprometendo tecidos normais e patológicos, com um grande impacto sobre o paciente através da elevada incidência de complicações e efeitos colaterais.
O grande avanço representado pelos estudos de biologia molecular tumoral tem como principal objetivo identificar os mecanismos moleculares responsáveis pela transformação de um tecido normal em uma neoplasia maligna.
Para atingir este objetivo, as principais proteínas envolvidas em cada processo tem sido extensivamente estudadas assim como seus respectivos genes. O conhecimento destes tem levado ao desenvolvimento de diversas linhas de pesquisas que buscam o desenvolvimento de drogas capazes de influir de forma específica sobre o comportamento biológico das células neoplásicas.
Dentre estas, destaca-se o uso de anticorpos monoclonais os quais representam uma possível alternativa a curto e médio prazo, uma vez que seus primeiros produtos encontram-se já em fase inicial de utilização em bases comerciais.
Anticorpos monoclonais são imunoglobulinas altamente específicas para a ligação e atuação sobre determinadas moléculas. Ao identificar e ligar-se às suas proteínas-alvo, apresentam a possibilidade de alterar a ação destas moléculas com relevante função no processo de carcinogênese. Devido à sua elevada especificidade, este efeito terapêutico deverá apresentar possivelmente uma maior efetividade e reduzir os efeitos colaterais decorrentes da ação tóxica sobre células normais.
Apesar de ainda em sua fase inicial, numerosos estudos clínicos tem demonstrado resultados bastante promissores, levando a uma rápida liberação pelo FDA, órgão americano regulador de medicamentos, para a utilização de produtos baseada na ação de anticorpos monoclonais para o tratamento de diversos tipos de tumores.
Dentre estas drogas já aprovadas para uso clínico podemos citar o trastuzumab (Herceptin®) , o qual apresenta um crescente papel no tratamento do câncer de mama, composto por um anticorpo monoclonal com a função de ligar-se à porção extracelular do receptor HER-2 para o fator de crescimento epidérmico (EGF).
Como a amplificação destes receptores está relacionada a um pior prognóstico em tumores malignos da mama, o objetivo deste anticorpo é inativar tais receptores de forma a melhorar a resposta terapêutica, tanto em tratamentos isolados com o trastuzumab ou em associação à quimioterapia convencional, conforme já demonstrado em diversos estudos clínicos.
No que diz respeito ao câncer colorretal, a terapia monoclonal tem buscado em especial desenvolver um produto capaz de bloquear uma importante etapa do desenvolvimento tumoral que é a angiogênese, processo através do qual as células tumorais estimulam a formação dos novos vasos sanguíneos necessários para o fornecimento dos nutrientes essenciais para seu crescimento acelerado em relação aos tecidos normais.
Sabe-se hoje que a angiogênese resulta da liberação local pelo tumor de algumas proteínas com ação estimuladora para o desenvolvimento vascular, dentre as quais destaca-se o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF).
Dispomos hoje de fortes evidências de que os níveis tissulares e séricos de VEGF apresentam uma significativa correlação com os diferentes aspectos clínico-patológicos tumorais, como o tamanho da lesão, presença de invasão vascular, presença de metástases linfonodais, diferenciação tumoral e, em especial, com o prognóstico do paciente observado através de taxas de sobrevida após o tratamento. (mais…)
Um coquetel de anticorpos para vencer a dengue
Um grupo de investigadores do Instituto de Biomedicina de Bellinzona (mais…)
Qualificação e Manutenção Térmica das Embalagens de Medicamentos
Liana Papapietro G. Montemor
· Todos os medicamentos e produtos de saúde devem ser transportados em condições ideais de temperatura para que seu princípio ativo não sofra alterações, comprometendo, posteriormente, a efetividade do fármaco. Em um País com variações de temperatura como o Brasil, o transporte de medicamentos é um desafio para transportadoras, distribuidoras e, principalmente, para o farmacêutico, profissional encarregado do acompanhamento e da qualificação desse processo. Atuante em todas as fases, desde o recebimento da carga até sua expedição para diversas regiões, o farmacêutico tem conquistado cada vez mais espaço no setor de distribuição e transportes.
O primeiro passo para garantir a integridade dos produtos de saúde, como material para diagnósticos, medicamentos e vacinas, é o cuidado com as embalagens térmicas em que a carga é armazenada. Tal prática reflete um compromisso com a indústria que fabrica o medicamento e com o usuário que precisa confiar na integridade e eficácia do fármaco. Esse é meu trabalho, relatado aqui, resumidamente, como farmacêutica supervisora de uma empresa especializada em qualificação de embalagens térmicas. No ramo há dois anos e meio, sou uma das responsáveis pelos processos de qualificação e manutenção térmica de embalagens. A diretoria comercial ressalta que “devemos falar a mesma língua do mercado de trabalho. Como trabalhamos com indústrias farmacêuticas, nada melhor do que a presença de uma profissional dessa área”.
Estudos de qualificação térmica
A qualificação térmica do transporte de produtos perecíveis tem por objetivo principal fornecer dados técnicos que comprovem o desempenho térmico de determinada embalagem destinada aos despachos de produtos perecíveis. Somente por meio dos estudos de qualificação é possível estabelecer um padrão de qualidade que supra as necessidades de toda a cadeia fria do medicamento e a preservação de suas características.
Cadeia fria é um sistema de conservação, manejo, transporte e distribuição dos medicamentos perecíveis, desde sua saída do laboratório fabricante até o cliente final, tendo assegurada sua conservação em temperatura ideal. A cadeia fria assegura a manutenção da qualidade do medicamento, bem como a eficácia, a estabilidade e as características físico-químicas pertinentes ao mesmo. (mais…)
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