Diabetes não controlada aumenta perda auditiva em mulheres
Estudo mostrou que mulheres que não controlam diabetes podem ter mais problemas para ouvir do que aquelas que controlam a doença
Mulheres com diagnóstico de diabetes podem ter maior perda auditiva à medida que envelhecem. O problema pode piorar principalmente se a doença não estiver sendo controlada com medicamentos. É o que sugere um estudo feito por pesquisadores do Hospital Henry Ford, em Detroit. Entre os homens, a perda foi pior tanto para os que tinham diabetes como para os que não tinham a doença.
Para o estudo, os pesquisadores revisaram registros médicos de 990 pacientes que fizeram exames de audição entre os anos de 2000 e 2008. Depois, eles foram divididos em categorias por gênero, idade e se tinham ou não diagnóstico de diabetes. Então, aqueles que tinham diabetes foram separados em dois grupos: os que controlavam bem o diabetes e os que não faziam controle da doença com medicamentos.
De acordo com os resultados da pesquisa, mulheres com idades entre 60 e 75 anos e que não controlavam a doença tinham mais riscos de ter perda auditiva. Já as idosas que usavam medicamento para evitar a piora do diabetes tinham níveis de audição tão bons quanto as que não eram diabéticas.
O estudo também mostrou uma piora significativa da audição em todas as mulheres com menos de 60 anos com diabetes, mesmo que controlada, em comparação com aquelas que não tinham diabetes. Para os homens, não houve diferença significativa na audição entre aqueles com diabetes bem ou mal controlada.
“Certo nível de perda auditiva é normal no processo de envelhecimento para todos nós, mas muitas vezes essa perda é acelerada em pacientes com diabetes, especialmente se os níveis de glicose no sangue não estão sendo controlados com medicação e dieta”, disse Derek J. Handzo, do Departamento de Otorrinolaringologia Cabeça e Pescoço do Hospital Henry Ford. “Nosso estudo chama a atenção para importância de controlar o diabetes nos pacientes, principalmente à medida que envelhecem”, afirmou.
Entre os sinais de perda auditiva estão dificuldade de ouvir barulhos ou de ouvir conversas em grandes grupos de pessoas, além de ter que aumentar o volume da televisão ou do rádio.
Apesar da associação entre diabetes e perda auditiva já ter sido estudada anteriormente, a nova pesquisa mostra mais sobre a possibilidade de diminuir os níveis da perda auditiva em mulheres, caso a doença seja controlada. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, cerca de 10 milhões de pessoas são portadoras da doença e aparecem 500 novos casos por dia.
Fonte: Veja
Novo remédio contra tipo grave de câncer de pele é aprovado no Brasil
Vemurafenibe é indicado para os casos de melanoma avançado.
Medicamento serve para cerca de 50% dos casos da doença.
Um novo tratamento contra o melanoma avançado foi aprovado no fim de 2011 e agora está disponível para os pacientes brasileiros. O remédio se apresenta como uma alternativa à quimioterapia e, nos testes, teve resultados até melhores do que o tradicional método de combate ao câncer.
O melanoma é um tipo de tumor que se forma na pele. Nos casos mais avançados, chega ao ponto da metástase, quando o câncer se espalha por outros órgãos.
O medicamento que acaba de chegar se chama vemurafenibe, e seu nome comercial é Zelboraf. Antonio Buzaid, chefe-geral do Centro de Oncologia do Hospital São José, em São Paulo, explicou que o remédio faz parte da “família da terapia alvo”. “Ele ataca alvos específicos da célula cancerosa”, apontou o médico.
O alvo em questão é uma proteína ligada ao processo de disseminação do tumor no corpo. Em cerca de 50% dos casos de melanoma avançado, é uma mutação genética que causa a doença.
O vemurafenibe só funciona nesses casos, e existe um teste capaz de mostrar se cada paciente tem ou não a mutação, que deve ser feito antes do tratamento. O teste e o medicamento em si foram aprovados recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Em comparação com a quimioterapia, o remédio é mais eficiente. Os testes feitos até agora mostraram que 48,4% dos pacientes responderam ao tratamento com vemurafenibe, enquanto apenas 5,5% apresentam melhora com a quimioterapia.
O tempo médio de sobrevida sem nenhuma piora foi de 5,3 meses; na quimioterapia, esse tempo é de 1,6 mês. O risco de morte registrado no estudo foi 63% menor entre os pacientes tratados com o remédio.
“Pode não curar, mas claramente beneficia pacientes com melanoma metastático”, disse Buzaid. Por enquanto, o tratamento só é aprovado para os casos mais avançados, e novos estudos mostrarão se ela pode ser usada também antes que o tumor se alastre. Segundo o médico, os tratamentos de câncer geralmente começam a ser testados nas fases mais agudas da doença.
Fonte: G1
Má alimentação na gravidez causaria diabetes em bebês, diz pesquisa
Dieta pobre afeta distribuição de gordura no corpo dos bebês.
Estudo foi desenvolvido por cientistas do Reino Unido.
Pesquisadores das universidades Cambridge e Leicester, ambas no Reino Unido, constataram que mães que passam por uma dieta alimentícia pobre durante a gravidez correm o risco de ter um bebê que pode desenvolver diabetes tipo 2 e outras doenças quando chegarem à vida adulta.
Segundo os cientistas, a descoberta facilita a forma de identificar pessoas com mais tendência a desenvolver tais patologias, facilitando o tratamento. A investigação científica foi publicada na última semana no periódico “Cell Death and Differentiation”.
Testes realizados em ratos apontam que os indivíduos que amamentam em mães que tiveram uma dieta pobre durante a gravidez são menos capazes de armazenar gorduras de forma correta pelo resto da vida, além de afetar a distribuição correta dessas gorduras pelo corpo. Caso contrário, elas poderão se acumular em áreas como o fígado, propenso ao desenvolvimento de doenças.
A equipe descobriu que o processo de armazenamento de calorias é controlado por uma molécula chamada miR-483-3p, produzida em níveis elevados em indivíduos que tiveram uma dieta pobre no ventre de sua mãe.
“Sabemos que a dieta da mãe durante a gravidez tem um papel importante na saúde da pessoa na fase adulta, mas os mecanismos do corpo que participam deste processo não são bem compreendidos. Agora, mostramos em detalhes como este mecanismo interliga uma dieta pobre a doenças que são percebidas à medida que envelhecemos”, diz Susan Ozanne, da Universidade Cambridge.
Fonte: http://g1.globo.com
Físicos anunciam ter ‘encurralado’ a ‘partícula de Deus’
Bóson de Higgs seria responsável por massa dos átomos.
Dados foram apresentados na Suíça nesta terça.
Marília Juste e Mário Barra
Do G1, em São Paulo
Os físicos do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês) “encurralaram” a partícula conhecida como “bóson de Higgs” – apelidada de “partícula de Deus”, segundo anúncio feito nesta terça-feira (13), em Genebra, na Suíça. Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que não há dados suficientes para se confirmar que ela foi “descoberta”.
O “bóson de Higgs” é uma partícula hipotética que seria a primeira com massa a existir após o Big Bang e responsável pela existência de massa em outras partículas do Universo. Para encontrá-la, os cientistam colidem prótons (que ficam no núcleo dos átomos) e procuram entre as partículas que surgem desse impacto.
Dois grupos independentes procuram o Higgs no Grande Colisor de Hádrons, do Cern, na Europa: o Atlas e o CMS. Eles não têm acesso aos dados um do outro e apresentaram seus resultados no mesmo simpósio nesta terça.
A conclusão principal é que os cientistas ainda não acharam o Higgs — mas, se a partícula existe, eles agora sabem onde procurar.
Antes, é preciso entender uma coisa: os cientistas medem a massa das partículas como se fosse energia. Isso porque toda massa tem uma equivalência em energia. Se você calcula uma, tem o valor das duas. A unidade de medida usada é o gigaelétron-volt, ou “GeV”.
Segundo o grupo Atlas, se o Higgs existir, ele tem uma massa entre 116 GeV e 130 GeV. Os dados do CMS mostram uma faixa bem próxima: entre 115 GeV e 127 GeV. Ou seja: é entre partículas nessa faixa de massa que os cientistas vão procurar.
O brasileiro Sérgio Novaes, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que é membro do CMS, sugere cautela na análise dos resultados. “Os dados não são conclusivos, a gente precisa lembrar sempre isso”, afirmou ele.
Apresentação
O primeiro grupo a falar foi o Atlas, com a italiana Fabíola Gianotti. Segundo ela, os cientistas já excluíram a possibilidade de encontrar o Higgs entre as partículas que têm entre 141 GeV e 476 GeV.
De acordo com a cientista, o grupo conseguiu reduzir a janela de probabilidade onde a partícula deve estar. Dentro dela, a região onde estão partículas com 126 GeV de massa parece ter indícios fortes da presença do Higgs .
Após o Atlas, Guido Tonelli, do CMS, apresentou os dados de sua equipe. Eles encontraram esses indícios mais fortes do Higgs em uma região um pouco abaixo, mas muito próxima: entre 123 GeV e 124 GeV de massa.
Segundo os pesquisadores, hoje há cinco vezes mais dados do que no momento da última conferência, há seis meses.
Modelo Padrão
Os físicos têm uma teoria para explicar as partículas elementares do Universo – aquelas minúsculas que formam tudo que existe. Essa teoria se chama “Modelo Padrão”.
O Modelo Padrão explica tudo que sabemos sobre o comportamento e o surgimento dessas partículas, menos uma coisa: por que elas têm massa? E essa é uma pergunta muito importante. O fato de as partículas terem massa é a razão pela qual qualquer coisa no mundo tem massa: o Sol, os planetas, eu e você.
É aí que entra o bóson de Higgs. Diversos físicos – entre eles um britânico chamado Peter Higgs – descobriram um mecanismo teórico que tornaria possível que as partículas tivessem massa. Esse mecanismo – batizado de “mecanismo de Higgs” – prevê a existência de um “campo” que interage com tudo que existe no Universo. Essa interação faz com que as partículas ganhem massa.
Para esse campo existir, é preciso também existir uma partícula especial e invisível. Os físicos pegaram essa proposta e aplicaram nos cálculos do Modelo Padrão e tudo fez sentido. A partícula invisível foi batizada em homenagem a Higgs.
De lá para cá, todas as outras partículas previstas pelo Modelo Padrão foram encontradas, menos essa. Encontrá-la é tão importante que os cientistas construíram na Europa um gigantesco colisor de partículas, conhecido como Grande Colisor de Hádrons, que é a maior máquina já feita pelo homem.
Se, em vez de encontrá-la, os pesquisadores provarem, no entanto, que ela não existe, toda a teoria atual sobre a formação da matéria do Universo vai precisar ser revista.
Fonte: http://g1.globo.com/
Médicos implantam em cérebro de cobaia neurônio criado em laboratório
Resultado rompe uma barreira do uso terapêutico das células-tronco.
Tecnologia conhecida como optogenética foi utilizada no estudo.
Do G1, em São Paulo
Neurônios criados em laboratório foram implantados no cérebro de camundongos adultos e conseguiram se comunicar normalmente com as demais células, como se sempre tivessem feito parte daquele corpo. A pesquisa foi descrita na edição desta semana da revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)”.
Os neurônios foram criados a partir de células-tronco embrionárias humanas, que foram estimuladas em laboratório para tomar essa forma.
Fazer com que a célula implantada se integre ao tecido em que é colocada, como essa pesquisa da Universidade de Wisconsin, em Madison (EUA), conseguiu, é um dos maiores desafios para o uso terapêutico das células-tronco.
“Nós mostramos pela primeira vez que essas células transplantadas conseguem ouvir e falar com os neurônios vizinhos em um cérebro adulto”, afirma Jason Weick, autor do estudo.
Para conseguir fazer essa integração, a equipe de cientistas usou luz, em vez de correntes elétricas, para estimular a atividade dos neurônios. Essa tecnologia é conhecida como optogenética.
“Antes, estávamos limitados na eficiência com que conseguíamos estimular as células transplantadas. Agora, temos uma ferramenta que nos permite estimular especificamente as células humanas transplantadas, e muitas delas de maneira não invasiva”, explica Weick.
As células-tronco embrionárias, assim como as células-tronco de pluripotência induzida, podem se transformar em células de qualquer um dos 220 tipos de tecidos do corpo humano.
Fonte: http://g1.globo.com
Sangue gerado em laboratório é injetado em voluntário
Pela primeira vez cientistas conseguem injetar com sucesso no organismo humano células vermelhas do sangue desenvolvidas a partir de células-tronco
Células vermelhas do sangue geradas em laboratório foram injetadas com sucesso em um voluntário pela primeira vez. A informação foi publicada na mais recente edição da revista científica americana New Scientist. O procedimento é um passo vital para que, no futuro, todo o sangue usado em transfusões possa ser feito no laboratório, dispensando as doações.
Os cientistas da Universidade Pierre e Marie Curie, na França, extraíram células-tronco da medula óssea de um voluntário e as estimularam a se transformar em células vermelhas do sangue. Todas as células foram marcadas para que os pesquisadores pudessem acompanhá-las. Em seguida, a equipe injetou dois mililitros do sangue gerado em laboratório no corpo do mesmo doador das células-tronco.
Depois de cinco dias, entre 94% e 100% das células marcadas pelos pesquisadores permaneciam em circulação no corpo do voluntário. Após 26 dias, a taxa caiu para entre 41% e 63%. Os números são comparáveis à sobrevivência das células vermelhas naturais. O sangue criado em laboratório também parece seguro. As células não se transformaram em tipos malignos e se comportaram como células vermelhas normais, transportando o oxigênio pelo corpo.
O próximo passo será aumentar a produção do sangue gerado em laboratório até que as células vermelhas possam ser feitas rapidamente e em quantidades suficientes para transfusão sanguínea. Os médicos precisariam de 200 vezes mais sangue do que os dois mililitros cultivados pelos pesquisadores da França. Os especialistas acreditam que vão precisar ainda de vários anos para que a técnica ganhe escala.
Fonte: http://veja.abril.com.br
Grupo usa mosquitos geneticamente modificados para combater dengue
Inseto carrega gene que mata o filhote antes de chegar à vida adulta.
Técnica foi aplicada com sucesso pela primeira vez.
Mosquitos alterados em laboratório para carregarem um gene fatal para seus filhotes são a nova arma dos cientistas contra a dengue. Os resultados positivos da técnica foram apresentados pela primeira vez nesta semana, na edição online da revista britânica Nature Biotechnology.
O grupo da Universidade de Oxford, apoiado pela empresa privada Oxitec, soltou nas ilhas Cayman mosquitos Aedes aegytpi geneticamente modificados.
Esses insetos cruzaram com as fêmeas da espécie e produziram filhotes com um defeito genético que os fazia morrer antes de chegar à idade de reprodução.
Após a inserção dos mosquitos de laboratório, a população do A. aegypti no arquipélago caiu. Foi a primeira vez que a técnica, prevista na teoria, funcionou na prática, em ambiente selvagem.
Um problema da armadilha dos cientistas é que o sucesso dos insetos de laboratório na busca por uma parceira foi a metade do obtido pelos mosquitos selvagens, que seguem se reproduzindo normalmente.
A malária, que também é transmitida por mosquitos, também pode ser atacada com a técnica, acreditam os pesquisadores.
Não existe vacina contra a dengue. Até o momento, a única forma de evitar a doença é o controle do mosquito.
Fonte: http://g1.globo.com/
Cientistas divulgam avanço em vacina contra a malária
Imunização protege ‘de forma adequada’ contra a doença.
No entanto, ela não é eficaz o suficiente para garantir erradicação.
Uma vacina experimental reduziu pela metade a incidência da malária entre crianças africanas envolvidas em um teste de grande escala, e provavelmente se tornará o primeiro medicamento preventivo a ser usado contra essa doença letal.
Os dados do estágio final do teste, divulgados nesta terça-feira (18) pelo laboratório GlaxoSmithKline, mostraram que a vacina protegia de forma adequada contra a malária, inclusive os casos graves, em bebês de 5 a 17 meses na África, onde a doença, transmitida por mosquitos, mata centenas de milhares de crianças por ano.
‘Esses dados nos deixam prestes a termos a primeira vacina mundial para a malária’, disse Andrew Witty, executivo-chefe do laboratório britânico que desenvolveu a vacina em conjunto com a ONG Path — Iniciativa da Vacina da Malária (MVI, na sigla em inglês).
Mas Witty e outros especialistas salientaram que a vacina, conhecida como RTS,S ou Mosquirix, não levará a uma rápida erradicação da doença. Ela é menos eficaz contra a malária do que outras vacinas contra infecções comuns, como a pólio e o sarampo.
‘Desejaríamos que pudéssemos erradicar (a malária), mas acho que (a vacina) vai contribuir para controlar a malária ao invés de erradicá-la’, disse à Reuters Tsiri Agbenyega, pesquisador-chefe dos testes com a RTS,S em Gana, durante uma conferência sobre a doença em Seattle.
A malária é endêmica em mais de cem países, e matou 781 mil pessoas em 2009, segundo a Organização Mundial da Saúde.
Medidas de controle, como o uso de mosquiteiros tratados com inseticidas, aspersões domésticas de inseticidas e o uso combinado de determinados remédios, contribuíram nos últimos anos para uma redução na incidência da doença e na mortalidade, mas especialistas dizem que é vital obter uma vacina efetiva.
Os novos dados, apresentados na conferência do Fórum da Malária da Fundação Bill & Melinda Gates, e publicados simultaneamente na revista New England Journal of Medicine, foram os primeiros da fase 3 (estágio final) do teste clínico realizado em 11 localidades de sete países da África Subsaariana.
O teste continua, mas os pesquisadores que analisaram os dados das primeiras 6.000 crianças concluíram que, após 12 meses de acompanhamento e três doses da RTS,S, a incidência da malária clínica diminuiu 56 por cento nas crianças, e os casos severos tiveram queda de 47 por cento. (mais…)
Médicos podem ter descoberto nova técnica para tratar diabetes
Queda natural no nível de insulina foi revertida em testes com roedores.
Estudo é descrito no site da revista científica ‘Nature’.
Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, revelaram um novo alvo possível para o tratamento de diabetes. Eles encontraram um mecanismo molecular que é responsável por fazer o número de células produtoras de insulina diminuir conforme uma pessoa envelhece.
Ao alterarem esse funcionamento, os cientistas esperam podem solucionar a falta da substância em pessoas com diabetes. A insulina é responsável por permitir a entrada de açúcar (glicose) dentro das células para que energia seja gerada para o corpo.
O estudo é descrito no site da revista científica “Nature” nesta semana. Seung Kim, professor na universidade e autor principal do artigo, acredita que será possível manipular este mecanismo para oferecer um novo tratamento para humanos. O trabalho que acaba de divulgar, porém, foi conduzido em camundongos.
O mecanismo descoberto por Kim existe tanto nos roedores como em homens. Conforme os níveis de uma mólecula conhecida pela sigla PDGF caem no corpo, o nascimento de novas células-beta começa a diminuir no pâncreas. Essas células são as responsáveis por produzir insulina para baixar os níveis de açúcar no sangue. As diabetes de tipo 1 e 2, apesar de diferentes, coincidem ao apresentar uma redução no número de células-beta.
Níveis altos de açúcar no sangue podem levar à hiperglicemia – uma condição que pode causar dano nos órgãos, coma e até a morte. A vantagem do método de Kim está no fato do estímulo à produção de insulina não provocar o efeito inverso: ou seja, o excesso de produção da substância, que pode levar à hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue).
Nova vacina contra a Aids tem 90% de eficiência
Pesquisadores espanhóis apresentaram nesta quarta uma substância que previne a contaminação pelo vírus HIV em pessoas saudáveis
Por: Micheli Nunes
Quase 30 anos após o primeiro caso de Aids ser reportado, uma equipe de pesquisadores da Espanha anunciou nesta quarta a criação de uma vacina contra o HIV com eficácia de 90%. A descoberta foi apresentada em uma entrevista coletiva no Centro Nacional de Biotecnologia do Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha (CSIC). Mariano Esteban, Felipe García e Juan Carlos de Quirós, médicos responsáveis pela pesquisa, afirmaram que a substância é a mais potente desenvolvida até hoje.
O protótipo da vacina, batizada como MVA-B, foi desenvolvido em anos de pesquisa e primeiramente testada em ratos. Após comprovarem a eficácia nos animais, começaram os testes em seres humanos há cerca de um ano. Na primeira fase, a MVA-B foi aplicada em 30 voluntários sadios. No teste, 24 dessas pessoas receberam a substância. Os efeitos colaterais reportados foram leves ou insignificantes. Alguns casos de dores de cabeça, irritação na região em que a droga foi aplicada e um leve mal estar. Diante dos resultados, Quirós explicou que não há grandes riscos. “A vacina é segura para continuarmos com o desenvolvimento clínico do produto”, ressaltou.
Em 85% dos pacientes, as defesas geradas se mantiveram durante pelo menos um ano, o que pode significar que a vacina, caso chegue ao mercado, precise ser tomada anualmente. Nas próxima etapas, os pesquisadores realizarão novos testes clínicos, desta vez com voluntários infectados pelo HIV. O objetivo é saber se o composto, além de prevenir, pode servir para tratar a doença, ou mesmo chegar a uma cura completa.
“Já provamos que a vacina pode ser preventiva. Em outubro, vacinaremos pessoas infectadas com HIV para ver se serve para curar também. Geralmente, os tratamentos antirretrovirais devem ser tomados rigorosamente, algo insustentável em lugares tão afetados pela Aids como a África”, disse García.
O médico antroposófico Ricardo Ghelman, PhD em imunologia, alerta que, mesmo se a vacina já estivesse no mercado, o uso da camisinha seria imprescindível. “Estamos em uma época em que não se pode ignorar o preservativo. Além da Aids, existem diversas outras doenças sexualmente transmissíveis e perigosas”.
Fonte: www.diariosp.com.br
Cientistas descobrem processo que amplifica defesa do organismo
Células de defesa são capazes de devorar moléculas de invasor. Isso faz com que a resposta imunológica seja mais forte.
Uma equipe do Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha (CSIC, na sigla em espanhol) descobriu um processo molecular no qual os glóbulos brancos amplificam a resposta imunológica.
O estudo no qual participam os pesquisadores do CSIC revelou que os linfócitos T, encarregados de reconhecer moléculas que fazem parte de um patogênico (antígenos) e que também ativam o sistema imunológico, são capazes de ‘devorar’ estas moléculas e expô-las a outros linfócitos.
O CSIC afirmou em comunicado que este estudo, publicado na revista ‘Immunity’, poderia servir de base no futuro para utilizar os linfócitos T como uma vacina viva.
Até agora era conhecida a capacidade dos linfócitos T para reconhecer moléculas expressadas por células infectadas com vírus ou células que apanharam outro tipo de micróbios.
Porém, segundo o CSIC, estes linfócitos T ativam, além disso, uma resposta seletiva em direção a estes micróbios para que o sistema imunológico adquira memória e seja capaz de combater, de forma mais eficaz, uma segunda infecção com o mesmo patogênico.
‘Os linfócitos T também têm capacidade fagocitária, ou seja, são capazes de devorar um antígeno. Além disso, o expõem em sua própria membrana para que outros linfócitos T o reconheçam. São, portanto, executores e, ao mesmo tempo, desencadeiam a resposta imunológica’, declarou o pesquisador do CSIC, Balbino Alarcón.
Os cientistas se deram conta deste processo ao estudar a função da proteína TC21M, que, segundo eles, resultou ser ‘fundamental’ na fagocitose dos linfócitos T.
O trabalho foi financiado pelo Ministério espanhol de Ciência e Inovação, pela Rede de Câncer do Fundo de Pesquisa Sanitária e pela Associação Espanhola contra o Câncer.
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude
Planta nativa da Amazônia inibe em 80% a malária
É o que aponta pesquisas feitas com o extrato da espécie Caferana. Atualmente a Amazônia é responsável por 99% dos casos de malária ocorridos no Brasil
MANAUS, AM – A realização de testes com o extrato de uma planta amazônica, conhecida como Caferana, estuda o fato dela inibir em até 80% os efeitos da malária. É o que aponta a pesquisa ‘Estudo in vitro da atividade antimalárica de extratos e frações dos frutos de Picrolemma Sprucei’, apresentada na segunda-feira, 25 de julho, no Congresso de Iniciação Científica da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).
Segundo a estudante de Iniciação Cientifica do 7° período do curso de Farmácia do Centro Universitário do Norte (UniNorte), Maria Deliane Nascimento, o estudo possibilitou o experimento de várias amostras sanguíneas originárias da picada do mosquito, do gênero Anopheles, infectado pelo protozoário Plasmodium.
A acadêmica diz que o objetivo principal da pesquisa foi avaliar os efeitos do extrato da caferana, conhecida no meio científico como Picrolemma Sprucei, enquanto inibidora da malária. A pesquisa teve o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica do Amazonas (Paic).
Indígenas já conheciam a Caferana
De acordo com a estudante, as sociedades indígenas amazônicas já realizam a cura da malária por meio do extrato da caferana. “Os índios utilizavam também para outras enfermidades, como por exemplo, a diarreia e o câncer”.
Segundo a pesquisadora, o processo de investigação se deu não somente nos experimentos de laboratório, mas por meio de consultas em artigos publicados em revistas especializadas sobre o assunto e visitas constantes ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
Para Nascimento, não é fácil encontrar a caferana na floresta amazônica, entretanto o caboclo amazônico conhecedor das ervas medicinas coloca à disposição folhas secas da erva encontrada nos mercados e feiras da cidade. “Quanto ao processo de industrialização do extrato, a população de baixa renda terá acesso ao medicamento, que de certa forma inibe a doença, comum em nossa região.
Sintomas e transmissão da malária
Os sintomas mais comuns da malária são: calafrios, febre alta (no início contínua e depois com frequência de três em três dias), dores de cabeça e musculares, taquicardia, aumento do baço e, por vezes, delírios.
“Além dos sintomas correntes, aparece uma ligeira rigidez na nuca, perturbações sensoriais, desorientação, sonolência ou excitação, convulsões, vômitos e dores de cabeça, podendo o paciente chegar ao coma”, comentou Nascimento.
O protozoário é transmitido ao homem pelo sangue, geralmente através da picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada pelo Plasmodium ou, mais raramente, por outro tipo de meio que coloque o sangue de uma pessoa infectada em contato com o de outra sadia, como o compartilhamento de seringas (consumidores de drogas), transfusão de sangue ou até mesmo de mãe para feto na gravidez.
Fapeam apoia as iniciações científicas
Segundo Nascimento, o financiamento da bolsa de iniciação científica pela Fapeam foi de extrema valia. “O risco de contaminação dos processos de experimentos é muito grande. Há necessidade das repetições de materiais no laboratório. Então, a Fapeam é fundamental no financiamento para a compra de novos materiais e execução do projeto”, disse.
O Programa de Apoio à Iniciação Científica do Amazonas (Paic) é outra iniciativa que apóia, com recursos financeiros e bolsas institucionais, estudantes de graduação interessados no desenvolvimento de pesquisa em instituições públicas e privadas do Amazonas.
Por: Sebastião Alves, repórter da Agência Fapeam
Fonte: www.agenciaamazonia.com.br
Quase 80% dos doutores ficam na universidade, diz presidente do CNPq
Brasil forma pesquisadores, mas eles não migram para o setor privado.
País tem apenas 5% dos formados em áreas como engenharia e tecnologia.
Uma pesquisa recente feita pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o cruzamento de CPFs cadastrados no registro de empregos, revela que 77% dos doutores brasileiros continuam na universidade depois de formados.
A informação foi dada pelo presidente da fundação, Glaucius Oliva, na última terça-feira (12), durante reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia.
Outros 11% dos doutores brasileiros atuam na administração pública, após serem aprovados em concursos. Já a indústria de transformação concentra 1,4% do total; a indústria extrativa, 0,42%; empresas agrícolas, 0,41%; a área de informação e comunicação, 0,23% e a construção civil, 0,22%.
Os demais têm o próprio negócio ou estão distribuídos por setores mais segmentados. “Formamos doutores, mas eles não vão para o serviço privado”, afirmou Oliva.
No ano passado, 12 mil doutores e 40 mil mestres se graduaram no país. Mas, no ranking de doutores por mil habitantes, o Brasil, com 1,4, fica muito atrás da Suíça (23), da Alemanha (15,4) e dos EUA (8,4). Além disso, enquanto a China reúne 30% dos formados em áreas como engenharia e tecnologia, o Brasil tem apenas 5%.
“A ciência é uma atividade muito recente na nossa história. A pós-graduação foi criada apenas na década de 1960, e chegamos aos anos 1980 com menos de 0,5% de toda a ciência produzida no mundo”, disse o presidente do CNPq.
Na opinião dele, se o país chegou a um estágio avançado de desenvolvimento na agricultura e na produção de alimentos, foi graças à melhoria tecnocientífica, com participação especial da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP, e de outros colégios agrícolas.
“A Petrobras, por exemplo, só é o que é porque investiu em tecnologia para a extração de petróleo e gás. A economia brasileira, como um todo, só conquistou o atual sucesso por apostar em C&T”, afirmou Oliva.
Ele ressaltou que o Brasil precisa de importar tanto e produzir mais nacionalmente. “Até estetoscópio a gente compra de fora”, disse. Outro ponto criticado foi sobre o foco da ciência, que por muito tempo se baseou nela mesma. “Mais do que olhar para si e concorrer a prêmios e bolsas, as pesquisas têm que se voltar para o país. É possível fazer ciência de alta qualidade, com publicação nas maiores revistas do mundo, e mesmo assim prestar atenção nas questões internas”, apontou.
60 anos
O CNPq, que completou 60 anos em abril, tem atualmente 90 mil bolsistas e 64 mil projetos em vigência, além de 75 mil projetos para serem julgados. Destes, cerca de 20% são aprovados.
De 1985 a 2000, as bolsas de estudo consumiram 92% do orçamento total da entidade, segundo o presidente. Muitas delas são do tipo “sanduíche”, em que o aluno matriculado aqui passa um tempo no exterior para complementar sua formação. O interesse estrangeiro no nosso país também tem crescido. “Não levam dois dias sem que nós recebamos uma delegação buscando cooperação com o Brasil”, disse Oliva.
Ele destacou, ainda, que o CNPq e a SBPC estão na luta contra um projeto de lei que já passou por duas comissões no Senado para aprovar a contratação de professores universitários sem mestrado ou doutorado.
Por: Luna D’Alama
Fonte: http://g1.globo.com
Vacina viral ataca tumores de próstata, mostra pesquisa
Experimentos feitos em camundongos por uma equipe internacional de cientistas tiveram sucesso animador na tarefa de ensinar o organismo dos bichos a combater tumores de próstata.
Os roedores de laboratório receberam uma vacina terapêutica contra o câncer, feita a partir de genes que só ficam ativos na próstata.
Com isso, seu corpo mobilizou as próprias defesas para lutar contra tumores que já estavam estabelecidos. Em 80% dos casos, a doença acabou sendo eliminada. GARGALO
Ainda são necessários anos de novos estudos antes de a abordagem poder ser testada em seres humanos, e problemas associados a ela podem acabar aparecendo, mas a pesquisa parece ter obtido avanços num ponto crucial: como induzir o ataque às células cancerosas sem danificar o resto do organismo.
O estudo acaba de ser publicado na versão digital da revista científica Nature Medicine. A equipe, liderada por Alan Melcher, da Universidade de Leeds, no norte do Reino Unido, recrutou a ajuda de um vírus para a tarefa (veja infográfico acima).
É cada vez mais comum que aliados virais sejam usados para projetar terapias envolvendo DNA. No caso do VSV (vírus da estomatite vesicular, na sigla inglesa), o interesse surgiu porque ele é naturalmente capaz de atacar certos tumores.
Como seus efeitos em humanos não costumam passar de sintomas parecidos com uma gripe, considera-se relativamente seguro trabalhar com o vírus. Desta vez, no entanto, o interesse era usá-lo como veículo para os genes ativos na próstata.
Tais genes, obtidos de próstatas humanas normais (sem câncer) foram contrabandeados para dentro do material genético do VSV e injetados nos camundongos.
Os vírus, por sua vez, fizeram o serviço sujo de induzir a produção elevada de moléculas típicas da próstata, cuja receita está contida nos genes escolhidos pelos cientistas. Uma delas é a PSA, usada justamente para diagnosticar tumores de próstata.
Diante da presença aumentada das substâncias específicas do órgão, e da própria ação do vírus, o corpo dos ratinhos foi estimulado a reagir contra os cânceres.
Isso provavelmente aconteceu porque as moléculas derivadas do tecido da próstata foram lidas como um corpo estranho pelo organismo, do mesmo modo que ele interpretaria a invasão de um parasita, dizem os cientistas.
Ao mesmo tempo, os tecidos saudáveis da próstata dos camundongos não foram atacados isso quando o tratamento era sistêmico, ou seja, quando os vírus eram simplesmente injetados na corrente sanguínea.
Não está muito claro ainda o porquê disso. Os cientistas especulam, no entanto, que a passagem do vírus alterado pelo sangue ajudaria a potencializar a reação do sistema imunológico (de defesa).
Outro truque interessante, a julgar pelo experimento, seria usar genes ligados à próstata de outra espécie de mamífero, porque isso também parece fortalecer a reação de defesa do organismo.
Fonte: www.correiodoestado.com.br
Governo anuncia 75 mil bolsas de pesquisa no exterior até 2014
Os dois principais órgãos de fomento à pesquisa nacional terão recursos extras para aumentar o número de bolsas de pesquisa no exterior.
Serão 75 mil novas bolsas de graduação, doutorado e pós-doutorado até 2014.
A oferta será da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), com 40 mil bolsas, e do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), com 35 mil.
A decisão sobre a distribuição das bolsas foi anunciada nesta semana, depois de uma reunião com os ministros da Educação, Fernando Haddad, e de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, com reitores de universidade e de institutos federais de educação, ciência e tecnologia.
Consultadas pela Folha, Capes e CNPq afirmaram que os recursos para as bolsas serão extra-orçamentários, ou seja, não serão retirados de outros programas em andamento nessas agências de fomento.
As duas instituições, no entanto, não detalharam a origem de recursos. Em maio, durante a reunião magna da ABC (Academia Brasileira de Ciências), Mercadante afirmou que a possibilidade de parceria com empresas para obtenção de verba para as bolsas internacionais não está descartada.
Mais bolsas, menos recursos
A intenção de ter 75 mil bolsas de pesquisa no exterior foi anuncia pela presidente Dilma Rousseff, em discurso realizado em abril — pouco depois do corte de 23% do governo federal aos recursos destinados à ciência.
A realização de pesquisa científica no exterior, dizem especialistas na área, contribui para a formação dos cientistas e pode aumentar a produção científica brasileira. Isso melhoraria a posição das universidades brasileiras nos rankings internacionais.
Fonte: www.fatimanews.com.br
Novo remédio avança no combate ao Alzheimer
Tratamento encontra meio de enfrentar a doença diretamente no cérebro
Todos os remédios criados para combater o Alzheimer até hoje tiveram sucesso apenas parcial. A causa: é muito difícil criar moléculas que passem pela barreira hematoencefálica, uma fortaleza que seleciona os componentes do sangue que entram no cérebro. Por isso, as tentativas de atacar as placas de proteína beta-amiloide, que se acumulam no cérebro e causam a perda das funções cognitivas, como a memória, acabam gerando poucos resultados.
Pesquisadores de biotecnologia da Genentech, uma companhia conhecida por criar tratamentos contra o câncer baseados em anticorpos, afirmam, porém, ter desenvolvido uma forma de passar por essa barreira e chegar ao cérebro. Suas descobertas, divididas em dois estudos publicados na revista Science Translational Medicine, podem representar tratamentos eficazes para o Alzheimer, esquizofrenia, Parkinson e até mesmo autismo. “Eles abrem uma nova fronteira no tratamento baseado em anticorpos”, afirmou Mark Dennis, um dos cientistas da Genentech.
O que acontece atualmente? Pequenas moléculas podem atravessar essa barreira, mas grandes moléculas, como anticorpos criados em laboratório, ficam presas nas intricadas malhas de vasos sanguíneos do cérebro. Segundo Ryan Watts, diretor de neurosciência da Genentech, que trabalhou em ambos os estudos, menos de 0,1% dos medicamentos que usam anticorpos passam pela barreira. “Essa nova tecnologia pode melhorar significativamente esta taxa”, disse Watts. O novo medicamento funciona por meio do bloqueio do beta-secretase 1 ou BACE, enzima necessária para cortar as proteínas beta-amiloide, formando placas que aderem nos cérebros dos pacientes com Alzheimer.
Cavalo de Troia — O primeiro passo do estudo obteve sucesso relativo. Testes em camundongos e macacos mostraram que os anticorpos reduziram efetivamente a quantidade de beta-amiloide no sangue dos animais, mas apresentaram um efeito modesto na redução dos níveis da proteína no cérebro.
Para superar o problema, a equipe decidiu usar uma abordagem Cavalo de Troia. Sabendo que o ferro chega facilmente no cérebro, eles fizeram o anticorpo específico para receptores de transferrina, responsável pelo transporte de ferro através da barreira hematoencefálica. Mesmo assim, as moléculas maiores continuavam presas na barreira. A saída foi deixá-las menos ‘grudadas’ aos receptores de transferrina. Ao chegar à barreira, então, elas ‘caíam’ dos receptores e entravam no cérebro.
Novos testes em ratos mostraram que os anticorpos atingiram o alvo e reduziram consideravelmente a quantidade de proteína prejudicial no cérebro. Várias empresas já estão desenvolvendo remédios que funcionam de forma parecida. “Agora nós vamos atrás disso de forma agressiva”, disse Watts, acrescentando que a Genentech estudará tratamentos de anticorpos para outras doenças neurodegenerativas, além do Alzheimer.
Fonte: http://veja.abril.com.br
Que haja luz
Agência FAPESP – Os pesquisadores do grupo de Bioluminescência e Biofotônica da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), campus de Sorocaba, deram um importante passo para, em um futuro próximo, possibilitar que algumas enzimas de interesse biomédico, biotecnológico e ambiental emitam luz.
A propriedade é importante para estudar doenças como o câncer ou infecções bacterianas, por exemplo. Os cientistas descobriram um dos principais “disjuntores” presentes na “caixa de força” de enzimas com baixa capacidade de luminescência da mesma classe das luciferases – responsáveis pela emissão de luz fria e visível em vagalumes –, que pode ser modificado para aumentar a intensidade de sua luz.
A descoberta do estudo, resultado de projeto de pesquisa apoiado pela FAPESP por meio de um Auxílio à Pesquisa – Regular, será publicada no fim deste mês na revista Photochemical and Photobiological Sciences.
Em 2009, o mesmo grupo clonou e isolou da larva de um inseto não luminescente (besouro) uma enzima da mesma família das luciferases (a AMP-CoA-ligases), fracamente luminescente e conhecida como protoluciferase, para estudar como as luciferases de vagalumes desenvolveram durante a evolução a capacidade de catalisar a reação de oxidação da luciferina – o composto responsável pela bioluminescência de insetos – e produzir intensa luz visível.
Nos últimos anos, ao comparar as sequências de aminoácidos da protoluciferase com a luciferase, os pesquisadore da UFSCar começaram a identificar partes da estrutura delas que poderiam estar envolvidas com a determinação da atividade de produzir luz.
Por meio de técnicas de engenharia genética, a estudante de doutorado Rogilene Prado e o pesquisador Vadim Viviani, coordenador do projeto, realizaram mutações de aminoácidos da protoluciferase. Agora, o grupo identificou que a mutação de um desses aminoácidos aumenta bastante a atividade luminescente da enzima, tornando-a muito semelhante à de uma luciferase.
“É como se a enzima protoluciferase fosse um circuito eletrônico, que tem uma bateria, representada pelo oxigênio, e uma lâmpada, que é a luciferina. Descobrimos agora um dos principais interruptores presentes na estrutura delas, que é responsável por ligar a bateria à lâmpada. Ou seja, fazer com que a reação da luciferina e do oxigênio ocorra, acendendo a luz”, disse Viviani à Agência FAPESP.
Segundo ele, a descoberta abre a possibilidade de tornar outras enzimas da família AMP-CoA-ligases de interesse biomédico, biotecnológico e ambiental que não produzem luz em luminescentes.
Presente em todos os organismos, incluindo bactérias e o homem, as AMP-CoA-ligases desempenham as mais variadas funções metabólicas, como a biossíntese de pigmentos (em plantas), metabolismo de lipídeos, síntese de antibióticos e eliminação de substâncias tóxicas e compostos químicos estranhos a um organismo ou sistema biológico (xenobióticos).
Em comum, a primeira reação que elas catalisam é a ativação de ácidos orgânicos, como os aminoácidos, ácidos graxos e a própria luciferina do vagalume, que é oxidada pelas luciferases, produzindo luz. Em função disso, os pesquisadores pretendem utilizá-las como indicadores de determinados ácidos orgânicos de interesse biomédico, como os ácidos tóxicos, e biotecnológicos.
“A capacidade de servir como um indicador para selecionar determinados ácidos orgânicos de interesse farmacêutico e biotecnológico talvez represente o maior potencial de aplicações dessas enzimas”, disse Viviani.
Evolução em laboratório
Segundo o coordenador do projeto, algumas poucas luciferases de vagalumes norte-americanos, europeus e japoneses são utilizadas como reagentes analíticos. São usadas para detectar o estado metabólico de uma amostra biológica e biomarcadores de expressão gênica, ou para marcar células de câncer em estudos biofotônicos, por exemplo.
Por meio das pesquisas com o protótipo da enzima luciferase que clonaram e aumentaram a luminescência, os pesquisadores brasileiros pretendem criar por engenharia genética uma nova enzima luciferase que tenha a propriedade de emitir luz comparável às luciferases empregadas atualmente no mercado.
“Com as condições ideais de evolução, essa protoluciferase poderá se transformar em uma luciferase. Estamos simulando a evolução dela em laboratório”, disse Vanini.
O grupo de pesquisa da UFSCar é um dos únicos dedicados ao estudo de enzimas luciferases no Brasil. No Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) há um outro grupo, coordenado pelo professor Cassius Stevani, com o qual eles colaboram, que estuda fungos luminescentes.
Já no mundo, os grupos de pesquisa na área estão estabelecidos nos Estados Unidos, Europa e Japão – esse último colabora com os pesquisadores brasileiros. E, segundo Viviani, nenhum deles ainda conseguiu clonar uma enzima protoluminescente com a capacidade de emitir luz semelhante à do grupo brasileiro.
O resumo do estudo Structural evolution of luciferase activity in Zophobas mealworm AMP/CoA-ligase (protoluciferase) through site-directed mutagenesis of the luciferin binding site”, de autoria do professor Vivini e de outros pesquisadores, pode ser lido em pubs.rsc.org/en/Content/ArticleLanding/2011/PP/c0pp00392a
Por: Elton Alisson
O que é uma pesquisa científica?
Toda dissertação de mestrado é um documento escrito, mas nem todo documento escrito é uma dissertação, embora às vezes exista essa pretensão. O que devemos levar em conta é que uma dissertação deve se basear numa pesquisa científica, pois essa condição está ligada à própria natureza do mestrado, qual seja, a de iniciar a formação de pesquisadores.
É para isso justamente que a dissertação é exigida: ela representa um treino inicial, que irá impulsionar o aluno para o doutorado, onde ele se afirmará definitivamente como pesquisador.
Na dissertação, para que ela cumpra com sua finalidade, deverão estar presentes todos aqueles elementos que caracterizam a pesquisa científica de boa qualidade.
Vamo ao conceito.
“Pesquisa científica é um processo de busca, tratamento e transformação de informações, levado a efeito segundo determinadas regras fornecidas pela Metodologia da Pesquisa.”
Já aprenderemos muita coisa apenas pelo fato de esmiuçar a definição acima. Assim, compreende-se imediatamente que a pesquisa científica gira em torno de informações. Tudo começa com dúvidas e desconhecimentos na cabeça do pesquisador: há coisas que ele não sabe, mas gostaria de saber ou, em outras palavras, há informações que ele gostaria de conhecer.
Chamemos a essas de informações R (a letra R indica resultado). Para chegar às informações R – que geralmente não estão disponíveis na forma em que o pesquisador as deseja – o pesquisador irá planejar e empreender a coleta de outras categorias de informações, que chamaremos de informações D (a letra D indica dados). Na mediação entre as informações R e as informações D existe um processo de transformação, que recebe o nome de “análise de dados”.
Texto de autoria do Prof. Dr. Daniel Augusto Moreira. Possui graduação em Engenharia Química pela Universidade de São Paulo (1969), mestrado em Engenharia (Engenharia de Produção) pela Universidade de São Paulo (1978) e doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo (1986). Atualmente é professor da Universidade de São Paulo e professor titular do Centro Universitário Nove de Julho.
Tem experiência na área de Administração, com ênfase em Analfabetismo Funcional, atuando principalmente nos seguintes temas: analfabetismo funcional, ensino e pesquisa em administração, produtividade, administração de emrpresas e administração. (Texto informado pelo autor)
Fonte: http://blogs.universia.com.br
Conceitos em Pesquisa Científica
Pesquisa Experimental
Minayo (2007) e Lakatos et al (1986) informam que quando se determina um objeto de estudo, selecionam-se as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, definindo as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto.
Levantamento de Dados
A pesquisa envolve a interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer (MINAYO, 2007; LAKATOS et al, 1986).
Estudo de Caso
Envolve o estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos de maneira que se permita o seu amplo e detalhado conhecimento (MINAYO, 2007; LAKATOS et al, 1986).
Pesquisa Bibliográfica
Quando elaborada a partir de material já publicado, constituído principalmente de livros, artigos de periódicos e atualmente com material disponibilizado na Internet (MINAYO, 2007; LAKATOS et al, 1986).
Pesquisa Documental
Quando elaborada a partir de materiais que não receberam tratamento analítico (MINAYO, 2007; LAKATOS et al, 1986).
Pesquisa-Ação e Pesquisa Participante
Quando concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo. Os pesquisadores e participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo.Participante se desenvolve a partir da interação entre pesquisadores e membros das situações investigadas (MINAYO, 2007; LAKATOS et al, 1986).
Pesquisa Quantitativa
Considera que tudo pode ser quantificável, o que significa traduzir em números opiniões e informações para classificá-las e analisá-las. Requer o uso de recursos e de técnicas estatísticas (percentagem, média, moda, mediana, desvio-padrão, coeficiente de correlação, análise de regressão, etc.). Resultados precisam ser replicados (MINAYO, 2007; LAKATOS et al, 1986).
Pesquisa Qualitativa
Verifica uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números (MINAYO, 2007).
A interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados são básicas no processo de pesquisa qualitativa. Não requer o uso de métodos e técnicas estatísticas. O ambiente natural é a fonte direta para coleta de dados e o pesquisador é o instrumento-chave. É descritiva. Os pesquisadores tendem a analisar seus dados indutivamente. O processo e seu significado são os focos principais de abordagem (LAKATOS et al, 1986).
Grupo Focal
É o universo ou população formado pelo conjunto de seres animados ou inanimados que apresentam pelo menos uma característica em comum. Sendo N o número total de elementos do universo ou população, se faz representar também pela letra X de forma que X v = Xa, Xb, Xc,……..Xv. A delimitação do grupo focal consiste em explicar que pessoas ou coisas, fenômenos e outros serão pesquisados, enumerando suas características comuns, como por exemplo: sexo, faixa etária, organização a que pertencem e a comunidade onde vivem (LAKATOS; MARCONI, 1986).
Entrevista Grupal
A utilização do grupo como técnica de pesquisa observa pressupostos da dinâmica interativa, como fatores de interferência. As técnicas de coletas de dados organizadas no contexto grupal consistem em estratégias únicas para uma pesquisa ou como complemento de outros instrumentos como observação, entrevista individual, sendo mais comum o seu uso em métodos qualitativos de pesquisa (MINAYO, 2007).
A utilização desse tipo de técnica é bastante adequada à abordagem de grupos sociais atingidos coletivamente por fatos ou situações específicas. Os grupos podem ser úteis por transportar os entrevistados para o seu próprio mundo ou situação As técnicas de coletas de dados realizadas através do grupo têm em comum a interação do pesquisador e sua equipe junto a pequenos grupos e recebem várias nominações. Apenas como exemplo, citamos algumas denominações de técnicas destacando: o grupo focal, a discussão em grupo, a entrevista coletiva e sociodrama, a entrevista grupal com um foco, as oficinas ou workshops, a entrevista semi-estruturada coletiva, o painel de consenso, os grupos naturais e as entrevistas comunitárias (LAKATOS; MARCONI, 1986).
História de Vida
Na abordagem qualitativa encontrava-se a história de vida e serve para captar o que acontece na intersecção entre o individual e o social e permite que elementos do presente interajam com elementos do passado.É um olhar retrospectivo na vida e permite uma visão total do conjunto tornando possível uma visão mais aprofundada do momento passado (SOARES, 1994).
QUEIROZ (1988) coloca a história de vida no quadro amplo da história oral que também inclui depoimentos, entrevistas, biografias, autobiografias. Considera que toda história de vida encerra um conjunto de depoimentos e, embora tenha sido o pesquisador a escolher o tema, a formular as questões ou a esboçar um roteiro temático, é o narrador que decide o que narrar. A autora vê na história de vida uma ferramenta valiosa exatamente por se colocar justamente no ponto no qual se cruzam vida individual e contexto social.
História Oral
Schraiber (1995) apud Minayo (1992) conceitua a pesquisa decorrente de história oral como testemunho pessoal do sujeito pesquisado. Às vezes, para a pesquisa, pode ser importante saber de fonte pessoal sobre o trabalho, práticas e vivências para estimular pensamentos sobre questões como a tecnologia, a qualidade da intervenção técnica, o papel social da prática ou o significado do desenvolvimento científico e profissional. Esta produção de narrativas constitui-se em rica experiência da perspectiva da pesquisa científica.
SILVA (2007) observa que a história oral delineia aspectos e especificidades do sujeito ou fato pesquisado. A diferença da história oral em relação a outras metodologias que também utilizam entrevistas como procedimento de coleta de dados é que traz consigo uma intenção comum a qualquer área que dela se utiliza: a valorização de narrativas orais como fontes de pesquisa.As narrativas orais são fontes que possibilitam a aproximação dos significados dados à vivência de quem narra, porque preserva a realidade própria do narrador. Por meio desta investigação é possível observar diferenças em determinado acontecimento social. Cada narrador tem sua ótica. Freitas (2002) informa que a história oral tem caráter multidisciplinar porque podem ser ouvidos diferentes sujeitos e é mais utilizada nas Ciências Humanas e explica que ela se subdivide em tradição oral, história de vida, história oral temática.
Entrevista Aberta
Entrevista para Lakatos e Marconi (1985) é um procedimento usado na investigação social para coletar dados, ou ajudar no diagnóstico ou tentar solucionar problemas sociais.. Acontece em um colóquio entre duas pessoas em que uma delas vai passar informações para a outra.
A entrevista aberta é o instrumento da análise da enunciação que se apóia na dinâmica da entrevista e nas figuras de retórica como a metáfora, o paradoxo facilitam a interpretação e a compreensão. A produção das palavras é espontânea porém existe constrangimento devido a situação de se estar sendo entrevistado (PAULILO, 2007), .
Estruturada
Lakatos e Marconi (1985) definem a pesquisa estruturada como a observação sistemática. Também pode ser denominada controlada e planejada. Este tipo de pesquisa usa instrumento para a coleta de dados. É realizada sob controle para responder aos objetivos planejados antecipadamente.Deve ser planejada com cuidado e sistematizada. O observador sabe o eu busca, o que é importante.Conheceseu objetivo, reconhece seus erros e éimpessoal. Na Pesquisa Estruturada os pesquisadores usam os recursos de busca conforme vai sendo necessário. O pesquisador delimita o campo e usa instrumentos próprios ao que se procura.
A entrevista estruturada ou questionário geralmente é utilizado nos censos como, por exemplo, os do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nas pesquisas de opinião, nas pesquisas eleitorais, nas pesquisas mercadológicas, pesquisas de audiência, e outros (BONI e QUARESMA, 2005).
Semi Estruturada
Na entrevista semi-estruturada, o investigador tem uma lista de questões ou tópicos para serem preenchidos ou respondidos, como se fosse um guia. A entrevista tem relativa flexibilidade. As questões não precisam seguir a ordem prevista no guia e poderão ser formuladas novas questões no decorrer da entrevista (MATTOS, 2005). Mas, em geral, a entrevista seguirá o que se encontra planejado. As principais vantagens das entrevistas semi-estruturadas são as seguintes: possibilidade de acesso a informação além do que se listou;esclarecer aspectos da entrevista; gera de pontos de vista, orientações e hipóteses para o aprofundamento da investigação e define novas estratégias e outros instrumentos. (TOMAR, 2007).
Formulário
Éo documento com campos pré-impressos onde são preenchidos os dados e as informações, que permite a formalização das comunicações, o registro e o controle das atividades das organizações (OLIVEIRA, 2005). A atividade de organização e métodos é a que fornece os subsídios para a elaboração e o controle dos formulários. Os formulários se dubdividem em formulários planos, contínuos e eletrônicos (CURY, 2005)
Questionários
Lakatos e Marconi (1985) conceituam que se trata de um instrumento para recolher informação.É uma técnica de investigação composta por questões apresentadas por escrito a pessoas.
O questionário permite que o pesquisador conheça algum objeto de estudo (OLIVEIRA, 2005). As perguntas podem ser classificadas quanto a sua forma da seguinte maneira:. Podem ser simples, quando a pergunta e direcionada para determinado conhecimento que se quer saber ou abertos quando a resposta emite conceito abrangente. Podem conterperguntas abertas quando o interrogado responde com suas próprias palavras e, por isso, são difíceIs de tabular e analisar (LAKATOS E MARCONI,1985). E também perguntas fechadas que englobam todas as respostas possíveis, sendo melhor de tabular. Perguntas duplas reunem características de perguntas abertas e fechadas (OLIVEIRA, 2005).
Participante
A observação, outra técnica de pesquisa, que também se realiza por meio de entrevistas, pode ser participante, caracterizada pela participação real do pesquisador com a comunidade ou grupo. Para Mann (1996) a observação participante é uma tentativa de colocar o observador e o observado do mesmo lado, tornando-se o observador um membro do grupo de modo que vivam e trabalhem dentro do sistema de referencia dos observados.
Estruturada
O entrevistador segue roteiro previamente estabelecido e as perguntas são feitas a indivíduos predeterminados. Realiza-se por meio de um formulário elaborado em decorrência de um planejamento e dirigido a pessoas selecionadas previamente (LAKATOS; MARCONI, 1986). Esta entrevista é padronizada para obter dos entrevistados respostas às perguntas e permitir comparação entre o mesmo conjunto de perguntas. As diferenças nas respostas acontecem devido Às diferenças entre os participantes e não diferenças devido às questões (BONI; QUARESMA, 2005).
Referências
História Oral
GARNICA, A. V. M. O escrito e o oral: uma discussão inicial sobre os métodos da História. Ciência e Educação, Bauru, v. 5, n. 1, p. 27-35, 1998. Disponível em: http:// www2.fc.unesp.br/cienciaeeducacao/viewarticle.php?id=158 .
MINAYO, M. C. de S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. São Paulo, Hucitec-Abrasco, 1992. .
SCHRAIBER, L. B.: Pesquisa qualitativa em saúde: reflexões metodológicas do relato oral e produção de narrativas em estudo sobre a profissão médica Rev. Saúde Pública vol.29 no.1 São Paulo Feb. 1995
SILVA, H.; SOUZA, L. A.: A História Oral na Pesquisa em Educação.
MatemáticaBolema, Rio Claro (SP), Ano 20, nº. 28, 2007, pp. 139 a 162.
Entrevista Aberta
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A.: Fundamentos de Metodologia Científica. São Paulo. Ed. Atlas, 1985.
PAULILO, M. A. S.: A pesquisa qualitativa e a história de vida. Serviço Social pela PUC-SP. 2007. Disponível em: http://www.ssrevista.uel.br/c_v2n1_pesquisa.htm
Estrutura
BONI, V; QUARESMA, S. J.: Aprendendo a entrevistar: como fazer entrevistas em Ciências Sociais.Revista Eletrônica dos Pós-Graduandos em Sociologia Política da UFSC Vol. 2 nº. 1 (3), janeiro-julho/2005, p. 68-80. Disponível em: www.emtese.ufsc.br
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A.: Fundamentos de Metodologia Científica. São Paulo. Ed. Atlas, 1985.
Semi-Estruturada
MATTOS, P.; LINCOLN, C. L.: A entrevista não-estruturada como forma de conversação: razões e sugestões para sua análise. Rev. adm. publica;39(4):823-847, jul.-ago. 2005
TOMAR, M. S.: A Entrevista semi-estruturada Mestrado em Supervisão Pedagógica” (Edição 2007/2009) da Universidade Aberta.
Disponível em: mariosantos700904.blogspot.com/2008/05/matriz-do-guio-de-uma-entrevista-semi.html – 100k
Formulário
CURY, Antonio. Organização e métodos: uma visão holística. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2005.
OLIVEIRA, Djalma.P.R, Sistemas, organização e métodos: uma abordagem gerencial. 15. ed. São Paulo: Atlas, 2005.
Obtido em “http://pt.wikipedia.org/wiki/Formul%C3%A1rio”
História de Vida
SOARES, L.E. (1994) O Rigor da Indisciplina: ensaios de antropologia interpretativa. Rio de Janeiro: Relume-Dumará.
QUEIROZ, M.I. (1988) Relatos orais: do “indizível” ao “dizível”. In: VON SIMSON (org.) Experimentos com Histórias de Vida: Itália-Brasil. São Paulo: Vértice.
ENTREVISTA GRUPAL
MINAYO MC. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. Rio de Janeiro: Abrasco; 2007.
MAILHIOT GB. Dinâmica e gênese dos grupos. São Paulo: Livraria Duas Cidades; 1981.
Por: Talma Bastos de Barros
Fonte: www.webartigos.com
Material de laboratório
Chama-se material de laboratório os instrumentos e equipamentos utilizados pelos cientistas para manipulação específica em química, física e bioquímica para realizar uma experiência, efetuar medições ou reunir dados.
Relação de materiais
* [Pera de sucção]: usada para auxiliar nos procedimentos de pipetagem.
* Microscópio: aparelho óptico utilizado para visualizar estruturas minúsculas.
* Bico de gás: um dos aparelhos mais frequentemente usados em laboratório é o bico de gás, que pode receber várias designações de acordo com o seu aspecto, sendo o mais comum o Bico de Bunsen.
* Bico de Bunsen: funciona a gás e serve para o aquecimento de materiais não-inflamáveis.
* Tela ou Rede de amianto: É um trançado de fios de ferro, tendo no centro um disco de amianto que recebe calor do bico de Bunsen e distribui o calor uniformemente para todos os recipientes sobre ela.
* Tripé de ferro: serve como apoio para a tela de amianto e para equipamentos que são colocados sobre ela.
* Suporte Universal: Um tipo de suporte que sustenta todos os tipos de materiais de laboratório, composto por uma placa de ferro, e uma barra de ferro onde se colocam garras, prendedores e argolas para segurar os equipamentos.
* Suportes, garras e argolas de ferro: servem para a montagem e a sustentação dos aparelhos de laboratório.
* Tubo de ensaio: usado para testar reações com pequenas quantidades de reagentes.
* Vidro de relógio: usado para pesar pequenas quantidades de substâncias, para evaporar pequenas quantidades de soluções e para cobrir béqueres e outros recipientes.
* Erlenmeyer: Muito utilizado em preparações de soluções químicas, devido o formato afunilado de seu bico, que não deixa a solução respingar.
* Balão de fundo chato: usado para aquecer e preparar soluções e realizar reações com desprendimento de gases.
* Balão de fundo redondo: de uso semelhante ao balão de fundo chato, mas mais apropriado a aquecimentos sob refluxo.
* Proveta ou cilindro graduado: para medir e transferir volumes de líquidos e solução (não é muito preciso).
* Balão volumétrico: para preparar volumes precisos de soluções.
* Pipeta graduada: para medir e transferir volumes variáveis de líquidos ou soluções, sem muita precisão.
* Pipeta volumétrica: para medir e transferir um líquido ou solução, porém mais preciso que a pipeta graduada.
* Bureta: para medir volume de líquidos ou soluções por escoamento.
* Trompa de vácuo: aproveita-se de uma corrente de água para aspirar o ar, por uma abertura lateral; é usada para as “filtrações a vácuo”.
* Cadinho ou porcelana (ou metal): usado para aquecimento e fusão de sólidos a altas temperaturas.
* Triângulo de porcelana: serve de suporte para cadinhos, quando aquecedidos directamente na chama de gás.
* Cápsula de porcelana (ou de metal): usada para a concentração e secagem de soluções.
* Almofariz e pistilo: usado para a trituração e pulverização de sólidos.
* Centrífuga: É um aparelho que acelera o processo de decantação. Devido ao movimento de rotação, as partículas de maior densidade, por inércia, são arremessadas para o fundo do tubo.
* Estufa: Aparelho elétrico utilizado para dessecação ou secagem de substâncias sólidas, evaporações lentas de líquidos, etc.
* Capela: Local fechado, dotado de um exaustor onde se realizam as reações que liberam gases tóxicos num laboratório.
* Banho Maria: É um dispositivo que permite aquecer substâncias de forma indireta(banho-maria), ou seja, que não podem ser expostas a fogo direto.
* Frasco lavador ou pisseta: É empregada na lavagem de recipientes por meio de jactos de água ou de outros solventes. O mais utilizado é o de plástico pois é prático e seguro.
* Colher de deflagração: Se utiliza para realizar pequenas combustões de substâncias ou observar o tipo de chama, reação, etc.
* Condensador: É empregado nos processos de destilação. Sua finalidade é condensar os vapores do líquido. É refrigerado a água.
* Funil de separação ou decantação: Recipiente de vidro em forma de pêra, que possui uma torneira. É Utilizado para separar líquidos imiscíveis. Deixa-se decantar a mistura; a seguir abre-se a torneira deixando escoar a fase mais densa.
* Tubos em U: Tubo recurvado em forma de U, quando preenchido com uma solução especial funciona como ponte salina permitindo a passagem de íons na montagem de uma pilha de Daniell.
* Cristalizador: São de vidro, possuem grande superfície que faz com que o solvente evapore com maior rapidez.
* Dessecador ou Exsicador: É usado para guardar substâncias em ambiente com pouco teor de umidade.
* Papel de filtro: Papel poroso, que retém as partículas sólidas, deixando passar apenas a fase líquida.
* Mufla: tipo de estufa para altas temperaturas usada em laboratórios, principalmente de química. Consiste basicamente de uma câmara metálica com revestimento interno feito de material refractário e equipada com resistências capazes de elevar a temperatura interior a valores acima de 1000°C. As muflas mais comuns possuem faixas de trabalho que variam de 200°C a 1400°C.
* Colorímetro: instrumento que utiliza amostras de substâncias desconhecidas para determiná-las, através do nível de absorção, que modifica sua coloração.
* Gobelé: Copo de vidro de tamanho variado utilizado para aquecer e cristalizar substâncias, recolher filtrados, fazer decantações, misturar reagentes, preparar soluções, transferir soluções e pesar substâncias.
Fonte: http://pt.wikipedia.org
Anticorpos monoclonais
Anticorpos Monoclonais no Tratamento de Câncer Colorretal: Fundamentos e Estado Atual
Embora seja difícil prever os próximos desdobramentos da evolução das pesquisas em biologia molecular do câncer, existem evidências que estes estejam relacionados a uma caracterização cada vez melhor do perfil genômico tumoral, ou seja, das proteínas nele expressas, de forma a definir qual o seu comportamento biológico provável.
Esta melhor identificação do tumor nos irá proporcionar uma maior definição do padrão individual tumoral e provável prognóstico do paciente, permitindo um mais adequado planejamento terapêutico e seguimento do caso. Além disto, representa uma importante etapa para o desenvolvimento de drogas específicas para alvos moleculares.
Embora desempenhando ainda um papel de grande relevância no tratamento do câncer, as drogas de ação antineoplásica utilizadas na quimioterapia convencional apresentam o grave inconveniente de serem agentes citotóxicos com baixo índice de especificidade. Desta forma, promovem uma destruição celular extensa comprometendo tecidos normais e patológicos, com um grande impacto sobre o paciente através da elevada incidência de complicações e efeitos colaterais.
O grande avanço representado pelos estudos de biologia molecular tumoral tem como principal objetivo identificar os mecanismos moleculares responsáveis pela transformação de um tecido normal em uma neoplasia maligna.
Para atingir este objetivo, as principais proteínas envolvidas em cada processo tem sido extensivamente estudadas assim como seus respectivos genes. O conhecimento destes tem levado ao desenvolvimento de diversas linhas de pesquisas que buscam o desenvolvimento de drogas capazes de influir de forma específica sobre o comportamento biológico das células neoplásicas.
Dentre estas, destaca-se o uso de anticorpos monoclonais os quais representam uma possível alternativa a curto e médio prazo, uma vez que seus primeiros produtos encontram-se já em fase inicial de utilização em bases comerciais.
Anticorpos monoclonais são imunoglobulinas altamente específicas para a ligação e atuação sobre determinadas moléculas. Ao identificar e ligar-se às suas proteínas-alvo, apresentam a possibilidade de alterar a ação destas moléculas com relevante função no processo de carcinogênese. Devido à sua elevada especificidade, este efeito terapêutico deverá apresentar possivelmente uma maior efetividade e reduzir os efeitos colaterais decorrentes da ação tóxica sobre células normais.
Apesar de ainda em sua fase inicial, numerosos estudos clínicos tem demonstrado resultados bastante promissores, levando a uma rápida liberação pelo FDA, órgão americano regulador de medicamentos, para a utilização de produtos baseada na ação de anticorpos monoclonais para o tratamento de diversos tipos de tumores.
Dentre estas drogas já aprovadas para uso clínico podemos citar o trastuzumab (Herceptin®) , o qual apresenta um crescente papel no tratamento do câncer de mama, composto por um anticorpo monoclonal com a função de ligar-se à porção extracelular do receptor HER-2 para o fator de crescimento epidérmico (EGF).
Como a amplificação destes receptores está relacionada a um pior prognóstico em tumores malignos da mama, o objetivo deste anticorpo é inativar tais receptores de forma a melhorar a resposta terapêutica, tanto em tratamentos isolados com o trastuzumab ou em associação à quimioterapia convencional, conforme já demonstrado em diversos estudos clínicos.
No que diz respeito ao câncer colorretal, a terapia monoclonal tem buscado em especial desenvolver um produto capaz de bloquear uma importante etapa do desenvolvimento tumoral que é a angiogênese, processo através do qual as células tumorais estimulam a formação dos novos vasos sanguíneos necessários para o fornecimento dos nutrientes essenciais para seu crescimento acelerado em relação aos tecidos normais.
Sabe-se hoje que a angiogênese resulta da liberação local pelo tumor de algumas proteínas com ação estimuladora para o desenvolvimento vascular, dentre as quais destaca-se o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF).
Dispomos hoje de fortes evidências de que os níveis tissulares e séricos de VEGF apresentam uma significativa correlação com os diferentes aspectos clínico-patológicos tumorais, como o tamanho da lesão, presença de invasão vascular, presença de metástases linfonodais, diferenciação tumoral e, em especial, com o prognóstico do paciente observado através de taxas de sobrevida após o tratamento. (mais…)
Um coquetel de anticorpos para vencer a dengue
Um grupo de investigadores do Instituto de Biomedicina de Bellinzona (mais…)
Qualificação e Manutenção Térmica das Embalagens de Medicamentos
Liana Papapietro G. Montemor
· Todos os medicamentos e produtos de saúde devem ser transportados em condições ideais de temperatura para que seu princípio ativo não sofra alterações, comprometendo, posteriormente, a efetividade do fármaco. Em um País com variações de temperatura como o Brasil, o transporte de medicamentos é um desafio para transportadoras, distribuidoras e, principalmente, para o farmacêutico, profissional encarregado do acompanhamento e da qualificação desse processo. Atuante em todas as fases, desde o recebimento da carga até sua expedição para diversas regiões, o farmacêutico tem conquistado cada vez mais espaço no setor de distribuição e transportes.
O primeiro passo para garantir a integridade dos produtos de saúde, como material para diagnósticos, medicamentos e vacinas, é o cuidado com as embalagens térmicas em que a carga é armazenada. Tal prática reflete um compromisso com a indústria que fabrica o medicamento e com o usuário que precisa confiar na integridade e eficácia do fármaco. Esse é meu trabalho, relatado aqui, resumidamente, como farmacêutica supervisora de uma empresa especializada em qualificação de embalagens térmicas. No ramo há dois anos e meio, sou uma das responsáveis pelos processos de qualificação e manutenção térmica de embalagens. A diretoria comercial ressalta que “devemos falar a mesma língua do mercado de trabalho. Como trabalhamos com indústrias farmacêuticas, nada melhor do que a presença de uma profissional dessa área”.
Estudos de qualificação térmica
A qualificação térmica do transporte de produtos perecíveis tem por objetivo principal fornecer dados técnicos que comprovem o desempenho térmico de determinada embalagem destinada aos despachos de produtos perecíveis. Somente por meio dos estudos de qualificação é possível estabelecer um padrão de qualidade que supra as necessidades de toda a cadeia fria do medicamento e a preservação de suas características.
Cadeia fria é um sistema de conservação, manejo, transporte e distribuição dos medicamentos perecíveis, desde sua saída do laboratório fabricante até o cliente final, tendo assegurada sua conservação em temperatura ideal. A cadeia fria assegura a manutenção da qualidade do medicamento, bem como a eficácia, a estabilidade e as características físico-químicas pertinentes ao mesmo. (mais…)
Fases Estacionárias para Cromatografia Líquida de Alta Eficiência









