O Desenvolvimento da Ciência no Brasil
Embora a educação no Brasil não seja das melhores, com muita dificuldade, a ciência no país vem se desenvolvendo.
Nos primeiros séculos do país, o governo se dedicava um pouco mais na educação, porém a maioria do povo era analfabeto, e somente os que eram de uma classe social mais alta é que tinham acesso a educação primária, secundária e terciária.
A primeira obra científica feita no Brasil foi publicada em 1648, de autoria de Guilherme Piso e George Marcgraf, contendo observações interessantes sobre a medicina, a Flora e a Fauna.
Os estudos científicos no país, principalmente no aspecto prático, foram maiores com a criação de vários institutos de pesquisa, dos quais os principais são: Instituto Bacteriológico, fundado em São Paulo, em 1892, Policlínica do Rio de Janeiro, em 1889, fundada por um grupo de médicos, laboratório de Higiene, da faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, fundado em 1882, o Instituto de Manguinhos (hoje Osvaldo Cruz), criado no Rio de Janeiro em 1901, o Museu Paulista, fundado em 1893, cujo primeiro diretor foi um zoólogo alemão e o Instituto Biológico de São Paulo, criado em 1928.
Banco biológico
O Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) deu início hoje às obras do Centro Brasileiro de Material Biológico (CBMB), no Campus de Xerém, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
O grande objetivo do banco biológico será armazenar microrganismos (bactérias, fungos filamentosos e leveduras), além de células animais, para orientar a indústria farmacêutica na fabricação de remédios e ajudar nas pesquisas científicas.
Orçado em R$ 11,5 milhões, o banco deverá receber também coleções de referência de outras instituições do país e estrangeiras.
“Para ninguém [pesquisadores] querer reinventar a roda, é importante um complexo com esse material disponível. Um lugar confiável e seguro no qual é sabido que o material não será desencaminhado. É uma infraestrutura para todo o desenvolvimento biotecnológico brasileiro”, disse o presidente do Inmetro, João Jornada.
Patentes de microrganismos
Em parceria com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), o complexo também servirá para armazenar patentes de microrganismos produzidos no país, facilitando o registro de propriedade, poupando tempo e dinheiro dos pesquisadores.
Atualmente, o armazenamento de amostras desses microrganismos para registro de patente é feito fora do país, geralmente em bancos na Alemanha ou nos Estados Unidos. Com a criação do depósito do Inmetro, também será possível guardar material para backup, destacou Jornada.
“Toda vez que se desenvolve algum tipo de microrganismo, esse material pode dar origem a patente. Até hoje, ele era depositado em instituições fora do Brasil, enfrentando uma série de complicações alfandegárias e de segurança”, afirmou o presidente do Inpi, Jorge Ávila.
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